A maior fabricante de trens do mundo assume uma antiga fábrica no interior de São Paulo e vai produzir 44 composições para o metrô
O projeto marca uma nova fase para a produção ferroviária
A CRRC, maior fornecedora mundial de equipamentos ferroviários, retomou uma antiga planta industrial em Araraquara, no interior de São Paulo. A unidade ocupa as instalações deixadas pela Hyundai Rotem e será usada para fabricar 44 composições destinadas ao metrô paulista. As entregas estão previstas a partir de 2027, recolocando a cidade na rota da indústria ferroviária nacional.
Que fábrica a CRRC assumiu em Araraquara?
A empresa chinesa ocupou a antiga unidade industrial da Hyundai Rotem, que deixou de operar no local. A Câmara Municipal de Araraquara confirma que a CRRC já iniciou a contratação de trabalhadores antes mesmo da conclusão das linhas de produção.
A estrutura pronta reduz parte do trabalho necessário para começar uma operação industrial desse porte. O local já foi usado na montagem de veículos ferroviários e fica próximo a rodovias e fornecedores do interior paulista.

O que será produzido dentro da unidade?
A principal encomenda anunciada envolve 44 novos trens para o sistema metroviário paulista. Os veículos serão montados em Araraquara e fazem parte de um pacote de investimentos em mobilidade urbana.
A própria CRRC se apresenta como a maior fornecedora mundial de equipamentos de transporte sobre trilhos, com atuação em trens de alta velocidade, metrôs, locomotivas e outros sistemas ferroviários.
Por que Araraquara voltou ao mapa da indústria ferroviária?
A cidade já tinha uma planta preparada para esse tipo de atividade e mão de obra com experiência industrial. Isso permite acelerar contratações, instalar equipamentos e retomar a produção sem começar toda a fábrica do zero.
Em 2025, o município também criou o Polo Tecnológico Ferroviário de Araraquara, com regras para incentivar empresas do setor e ampliar a formação de profissionais ligados à cadeia ferroviária.
- Estrutura: a CRRC aproveita instalações industriais já existentes.
- Mão de obra: a região reúne trabalhadores com experiência em produção ferroviária.
- Logística: a fábrica tem acesso rodoviário e ligação com fornecedores do interior paulista.
- Política industrial: o município passou a oferecer incentivos ligados ao novo polo ferroviário.
Quanto dinheiro está ligado à compra desses novos trens?
Os investimentos públicos ligados à expansão metroferroviária somam bilhões de reais. A Câmara de Araraquara registrou que R$ 3,6 bilhões em financiamento do Novo PAC estão ligados à compra das 44 composições que serão produzidas na cidade.
O mesmo anúncio informa que os trens terão velocidade máxima de até 100 km/h e capacidade para até 1,8 mil passageiros por composição.
Leia também: O supertrem chinês que flutua sobre a linha e foi projetado para alcançar impressionantes 600 km/h.
O que a nova fábrica pode representar para o interior paulista?
A retomada da planta cria uma base industrial capaz de disputar novos contratos ferroviários depois da entrega do lote atual. A CRRC já possui presença internacional ampla e usa fábricas locais para atender diferentes mercados.
Para Araraquara, o efeito mais direto está na volta de uma cadeia que mistura engenharia, montagem, manutenção, peças e empregos especializados. A antiga fábrica volta a produzir trens, agora sob o controle da maior fabricante ferroviária do mundo.
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