A maior cidade flutuante do mundo está de volta à ativa: 80 mil habitantes, um estádio, escolas e até oito helipontos
Maior cidade flutuante do mundo quer levar 80 mil pessoas para morar no mar
O ambicioso projeto da maior cidade flutuante do mundo está de volta aos planos do mercado náutico com números impressionantes. A ideia é construir uma estrutura gigante batizada de Freedom Ship, que pretende abrigar uma comunidade inteira em movimento constante pelos oceanos da Terra.
Como vai funcionar a estrutura desse gigante dos oceanos?
O projeto não tem nada a ver com os navios de cruzeiro tradicionais que você costuma ver por aí. Estamos falando de uma estrutura com cerca de 1,6 quilômetro de comprimento, 244 metros de largura e 30 andares de altura. O peso total dessa superestrutura vai passar das 2 milhões de toneladas brutas, sendo projetada para dar uma volta completa ao redor do globo a cada dois anos.
A velocidade de navegação será bem tranquila, ficando em torno de oito nós, o que equivale a pouco mais de 13 km/h. Como o tamanho impede que ele encoste em portos comuns, o transporte de moradores e suprimentos será feito por meio de balsas, barcos de apoio e aeronaves.

O que as pessoas vão encontrar dentro dessa cidade?
A rotina a bordo foi desenhada para imitar perfeitamente a vida em um bairro planejado que saiu do continente direto para a água. A promessa dos desenvolvedores inclui áreas residenciais, escritórios comerciais, complexos de lojas, agências bancárias e até hotéis para os visitantes.
Uma linha curta conecta as principais instalações de lazer e serviços que fazem parte da planta do projeto:
- Um estádio de esportes completo com capacidade para 15 mil pessoas
- Canais de ensino que vão da escola primária até programas de nível universitário
- Hospitais estruturados e centros de pesquisa médica avançada
- Parque aquático, aquário, casas noturnas e museus integrados
- Pista de pouso no topo com espaço para até oito helipontos
Quanto custa e quem está tocando essa ideia?
A engenharia para tirar esse desenho do papel exige um cofre gigante. A estimativa inicial de custo gira em torno de 12 bilhões de libras esterlinas, o que dá aproximadamente R$ 88 bilhões ou US$ 16,1 bilhões na cotação internacional atual. O plano original nasceu na década de 1990 com o engenheiro americano Norman Nixon, que faleceu em 2012.
Atualmente, quem comanda os esforços de captação é Roger M. Gooch, diretor executivo da empresa Freedom Cruise Line International. Ele afirma que o interesse do público é alto, mas admite que o maior desafio atual do negócio é encontrar investidores com capital paciente para financiar as etapas de desenvolvimento.
Onde e como pretendem construir esse navio?
Caso o dinheiro apareça, os responsáveis já têm um roteiro traçado para a execução da obra física. A construção deve começar na Indonésia, focando primeiro na montagem do imenso casco. Por causa das dimensões colossais, o processo exige um método diferente do convencional.
Uma linha curta detalha o cronograma de fabricação estimado pela companhia:
Cronograma de Construção de Megaservidores e Embarcações
Acompanhe o complexo processo de engenharia que envolve a fabricação modular internacional, união em alto-mar e o acabamento de estruturas gigantescas.
Um detalhe curioso é que os primeiros moradores poderão se mudar para as habitações antes mesmo que toda a estrutura esteja 100% concluída. Toda a parte de arquitetura flutuante e design urbano marítimo é assinada pelo arquiteto E. Kevin Schopfer, especialista em criar soluções para o aumento do nível dos oceanos.
O projeto é realmente sustentável para o meio ambiente?
Essa é a grande polêmica que cerca a maior cidade flutuante do mundo quando o assunto é ecologia. Os defensores falam em usar propulsão híbrida avançada e sistemas modernos de gerenciamento de resíduos. O problema é que a indústria de navegação mundial já emite cerca de 1,19 bilhão de toneladas de gases de efeito estufa por ano, representando quase 3% das emissões globais causadas pelo homem.
Manter uma comunidade de 80 mil residentes exige energia constante para hospitais, ar-condicionado e tratamento de esgoto. Além disso, o vaivém de helicópteros e barcos de apoio gera poluição sonora e queima de combustível extra. Críticos apontam que o projeto ainda precisa provar sua matemática ecológica antes de ser considerado uma saída real para a crise do clima.
Toda essa discussão acontece em um cenário onde o direito marítimo internacional e as regras ambientais para águas internacionais se tornam cada vez mais rígidos, desafiando a viabilidade de comunidades isoladas na superfície do mar.
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