A impressionante obra arquitetônica que derrete no verão e precisa ser completamente reconstruída do zero a cada inverno usando milhares de toneladas de gelo extraídas de um rio
Hotel feito de gelo derrete no calor e renasce do zero todo ano
O famoso hotel feito de gelo precisa passar por um processo gigante de reconstrução a cada inverno no norte da Suécia. A estrutura toda derrete na primavera e vira água limpa que volta direto para a natureza no meio da floresta.
Como funciona o processo de erguer essa obra no meio do frio?
O trabalho começa logo na época do outono com a retirada de milhares de toneladas de blocos transparentes do congelado rio Torne. As equipes de artistas usam escavadeiras pesadas para puxar o material limpo da água e montar os primeiros paredões do complexo.
Misturar neve fofa com água gelada cria o snice, um tipo de concreto branco que segura os teto de pé sem cair na cabeça dos hóspedes. Esse projeto atrai arquitetos do mundo todo para desenhar quartos com esculturas detalhadas e camas esculpidas no material puro.

Quais as etapas principais dessa montagem antes das portas abrirem?
Esta lista mostra as tarefas da turma de operários antes da chegada dos turistas no fim do ano.
- Retirar os blocos gigantes das águas do rio com a ajuda de máquinas de grande porte.
- Esculpir lustres, mobílias e paredes com a ajuda de motosserras e cinzéis afiados.
- Injetar a massa de neve congelada para selar as frestas do teto contra o vento da rua.
- Instalar luzes de LED especiais para não aquecer o interior dos quartos durante a noite.
Todo o esforço garante uma hospedagem quentinha por dentro com Sacos de dormir pesados para aguentar o frio de cinco graus negativos no quarto. O viajante ganha uma experiência única antes da estrutura inteira sumir do mapa no calor do meio do ano.
Qual a diferença entre a versão de inverno e a opção permanente?
Abaixo você acompanha a comparação entre as duas modalidades de hospedagem na vila.
A diferença no funcionamento atende quem quer passear na neve ou curtir o sol da meia-noite no verão. A versão móvel depende totalmente das temperaturas da estação para ficar em pé sem derreter os corredores.
Quanto custa passar uma noite nesse quarto feito de água?
Dormir em uma suíte esculpida por artistas custa a partir de R$ 3.500 a diária para o casal com café da manhã reforçado. O pacote de hospedagem garante roupas térmicas especiais, botas pesadas para a neve e luvas grossas para encarar o passeio no frio.
A procura pelas vagas começa com oito meses de antecedência pela internet e esgota super rápido nas datas de fim de ano. O valor salgado compensa pelo visual espetacular de dormir dentro de um museu congelado que nunca mais vai se repetir na história.
O que acontece quando o sol do verão começa a esquentar o ambiente?
Quando a primavera chega no mês de abril, as paredes começam a pingar e o teto vai afinando devagarinho até o teto ceder por completo. O prédio vira uma grande piscina natural que corre de volta para o leito do rio da cidade.
Esse ciclo sem fim não deixa nenhum resíduo de sujeira na natureza local. O lugar volta a ser uma praia fofa de areia e grama até o inverno seguinte chegar e congelar tudo de novo.
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