A Fossa das Marianas esconde segredos que nenhum ser humano ousaria tentar desvendar devido ao seu grande perigo e isolamento no oceano
Especialistas revelam o que existe na Fossa das Marianas
A Fossa das Marianas é o ponto mais profundo e isolado dos oceanos, mas está longe de ser um lugar sem vida ou movimento. Com criaturas de aparência estranha e uma pressão que esmagaria submarinos, esse abismo guarda segredos que a biologia tenta decifrar todos os dias.
Onde fica e como se formou esse abismo gigante?
Localizada no Oceano Pacífico, a trincheira se estende do sul do Japão até perto da Papua Nova Guiné, cobrindo milhares de quilômetros. A ciência aponta que tudo isso nasceu do encontro de placas tectônicas, onde a gigantesca placa do Pacífico mergulhou sob a placa das Filipinas, criando uma valeta colossal no fundo do mar.
O ponto máximo de descida é conhecido como Challenger Deep, chegando a quase 11.000 metros para baixo da superfície da água. A pressão lá é absurda, passando de 1.000 vezes a força que sentimos ao nível do mar, o que transforma o ambiente em um desafio extremo para a vida selvagem.

Como os animais sobrevivem na Fossa das Marianas?
Mesmo com frio próximo de 1 ºC e escuridão total, a evolução tratou de criar saídas geniais para os moradores abissais conseguirem energia. Muitos micróbios e bactérias fazem a quimiossíntese, usando gases como metano para gerar seu próprio alimento sem precisar da luz do sol.
Essa estratégia biológica serve como motor para toda a cadeia alimentar dessa zona gelada. Graças a esses microrganismos fortes, peixes e pequenos tubarões acham refeições onde até pouco tempo o ser humano jurava que absolutamente nada poderia morar.
Quais são as criaturas mais bizarras desse lugar?
Os biólogos sempre topam com bichos de visual quase alienígena nadando nessas águas, ostentando corpos moles que não amassam sob o peso do mar. A tabela abaixo resume três moradores de peso e suas táticas de sobrevivência.
O badalado peixe-caracol de Mariana não tem a bexiga natatória rígida, o que garante a sua vida tranquila bem no fundo sem estourar. Por outro lado, o famoso peixe-diabo fica paradinho na escuridão e acende uma espécie de isca na cabeça para chamar o jantar direto para os dentes afiados.
Por que a poluição já afeta essas águas tão fundas?
Por mais triste que seja, o ser humano já conseguiu enviar os seus rastros de lixo para a zona mais reclusa do planeta, como provado neste documentário sobre águas profundas. A seguir, destacamos os piores golpes que a área vem sofrendo por nossa causa.
- Mais de 72% dos animais marinhos analisados por lá já engoliram nacos de plástico.
- Uma espécie nova de crustáceo foi descoberta recentemente já com fibras sintéticas presas no corpo.
- A mineração promovida por grandes empresas solta produtos tóxicos graves na água.
Esses números deixam claro que as sacolas e as garrafas afundam sem parar até estacionar nesse buraco gelado para sempre. O impacto mostra que nem uma trincheira blindada por milhares de litros de água salgada consegue bloquear a chegada do nosso lixo urbano diário.
Assista ao documentário completo abaixo:
Como os cientistas planejam salvar o ecossistema local?
Para puxar o freio dessa degradação rápida, várias agências ambientais criaram um plano longo de proteção focado nesse monumento marinho. O governo americano e outras turmas de pesquisa vão colocar US$ 18 milhões na jogada ao longo de oito anos para limpar a região costeira e monitorar os danos.
O dinheiro da verba ajuda a espantar novas espécies invasoras e diminuir o barulho insuportável de sondas de mineração que desorientam os animais locais. No frigir dos ovos, a saúde da parte mais secreta do mar também depende bastante de você jogar as embalagens de plástico no lixo certo aí na sua casa.
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