A atmosfera de Plutão provavelmente persistiu, de alguma forma, por milhões de anos, mas observações sugerem que sua pressão caiu 16% entre meados de 2021 e julho de 2023
Frio congela a atmosfera de Plutão no espaço escuro
A atmosfera de Plutão está congelando e caindo de volta para a superfície de gelo enquanto o planeta anão se afasta do calor do sol. O evento natural surpreende os astrônomos e muda totalmente a cara desse mundo isolado no fundão do nosso sistema solar.
Por que a atmosfera de Plutão está sumindo agora?
O gás ao redor do planeta anão esfria muito rápido porque a sua órbita oval leva a rocha para bem longe do sol. O frio extremo faz o ar virar neve e cair no chão, reduzindo a pressão de um jeito bem brusco. Esse sumiço temporário faz parte de um ciclo gigante que demora 248 anos para dar uma volta completa.
O portal Space Daily relatou que os telescópios confirmaram essa queda livre nos medidores de pressão. A distância gigante da nossa estrela corta a energia térmica que mantinha o ar flutuando no céu escuro de lá.

Quais são os gases que formam essa camada de ar?
Esse ar ralo no fundão do espaço não serve para os humanos respirarem porque é recheado de elementos pesados e muito frios. O processo geológico de sublimação joga o material congelado para cima quando a rocha chega um pouco mais perto do calor.
A lista abaixo mostra os elementos que flutuam por lá antes do congelamento.
- O nitrogênio puro é o grande chefão e domina quase todo o espaço aéreo.
- Pequenas doses de metano soltas que ajudam a criar um tom avermelhado.
- Traços de monóxido de carbono misturados no meio da poeira suspensa.
Como os cientistas conseguem medir essa queda na pressão?
A turma da astronomia usa um truque inteligente chamado ocultação estelar para medir essa mudança absurda de longe. Eles ficam de olho quando o planeta passa bem na frente de uma estrela brilhante lá no fundo do universo. A luz da estrela pisca e atravessa o gás, apontando a densidade da camada de ar na mesma hora.
Quando a pressão cai, a luz apaga de um jeito mais seco e rápido no visor do telescópio. Os últimos dados mostram que a capa de nitrogênio perdeu muita força depois que a sonda New Horizons passou por lá no ano de 2015.
Qual a diferença do clima lá para o nosso planeta?
A realidade térmica lá longe castiga qualquer máquina robótica que tente pousar na rocha. A gente costuma reclamar do calor aqui, mas aquele pedaço do espaço vive mergulhado num freezer escuro que paralisa os equipamentos.
A tabela de comparação mostra o choque de realidade entre os dois mundos.
O que sobra na superfície quando o gás vira gelo?
O material que cai do céu pinta o chão com uma camada nova de gelo brilhante e renova a paisagem das crateras marcadas pelo tempo. Esse gelo reflete a pouca luz que chega e deixa a pedra com um visual bonito na região de Tombaugh Regio. As geleiras gigantes do local ficam bem mais grossas a cada dia que passa.
Todo esse gelo fica guardado no chão até a órbita puxar a rocha para perto do sol de novo daqui a muitos anos. Quando o calorzinho bater, a capa de ar vai renascer e recomeçar o ciclo de sublimação espacial.
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