A África está se fragmentando mais rápido do que os estudiosos pensavam, formando um novo oceano
A África se dividindo em duas partes enormes é um processo natural da Terra que vai gerar um novo mar gigantesco no futuro. Essa mudança geológica pesada já começou na região leste do continente e avança numa velocidade muito maior do que os pesquisadores imaginavam. Como funciona a separação da crosta terrestre na região leste?...
A África se dividindo em duas partes enormes é um processo natural da Terra que vai gerar um novo mar gigantesco no futuro. Essa mudança geológica pesada já começou na região leste do continente e avança numa velocidade muito maior do que os pesquisadores imaginavam.
Como funciona a separação da crosta terrestre na região leste?
O continente repousa sobre blocos gigantes de rocha que vivem se movimentando bem devagar por baixo dos nossos pés. O sistema do leste africano mostra de forma clara o solo se rasgando ao meio, separando a placa Núbia da pequena placa Somali.
Esse rompimento acontece porque a região sofreu uma atividade vulcânica intensa durante anos, derretendo a estrutura de rocha. Se você curte o assunto, vale dar uma lida na página da placa tectônica para pegar os detalhes físicos da formação geológica.

Quando a África se dividindo vai formar um novo oceano no mapa?
A África se dividindo não é um evento que vai acontecer da noite para o dia, pois a natureza trabalha no seu próprio ritmo lento. Os cálculos mostram que ainda faltam alguns milhões de anos para que a separação total vire realidade, mas a ciência considera esse prazo bem curto na linha do tempo do mundo.
Quando a crosta ficar fina demais, o magma vai subir, esfriar e criar uma bacia gigantesca no chão esburacado. Logo depois, a água do Oceano Índico vai invadir a falha e dar origem a um mar totalmente inédito, apagando o formato do mapa que a gente aprendeu na escola.
Quais são as evidências que os cientistas acharam na natureza?
Para investigar a Falha de Turkana, a equipe reuniu informações sísmicas da terra entre o Quênia e a Etiópia. O portal de ciências ScienceAlert divulgou o estudo que comprovou a deterioração severa e rápida daquela área.
As medições constataram três mudanças marcantes no comportamento do subterrâneo africano:
- A crosta entrou em uma fase perigosa de estiramento profundo e contínuo.
- O chão ficou bem mais frágil e perdeu sua capacidade de sustentação original.
- A quebra total do bloco de pedra agora é apenas uma questão de tempo.
Como fica a espessura da terra comparada com outras áreas?
Quando a camada geológica afina para menos de 15 quilômetros, ela entra numa etapa onde a rachadura vira uma certeza absoluta. No centro da fenda avaliada, a medida registrada acendeu o alerta máximo dos especialistas por estar bem abaixo dessa grossura de segurança.
A tabela abaixo aponta as medidas exatas do solo e compara a resistência das partes afetadas:
O que essa mudança toda ensina sobre os nossos ancestrais?
Essa rachadura geológica começou há cerca de quatro milhões de anos, exatamente no período em que os primeiros fósseis humanos apareceram por lá. Os pesquisadores suspeitam que a movimentação radical do terreno ajudou a soterrar os esqueletos rapidamente com muita terra fresca e lama.
Isso significa que o leste da região talvez não seja o único berço da humanidade, mas apenas a zona com as condições perfeitas para guardar ossos intactos no subsolo. É uma reviravolta muito boa que ajusta o jeito como a ciência analisa os rastros dos nossos parentes distantes.
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