Descoberta do James Webb sugere que o universo pode ter nascido dentro de um buraco negro
Observações do JWST revelam um padrão de rotação em galáxias distantes que pode reforçar a hipótese de um universo nascido dentro de um buraco negro.
Desde seu lançamento, o Telescópio Espacial James Webb (JWST) tem proporcionado uma nova perspectiva sobre o universo primitivo. Com suas observações mais recentes, o JWST está revelando algo intrigante: a maioria das galáxias distantes observadas parece girar na mesma direção. A pesquisa descobriu que cerca de dois terços das galáxias giram no sentido horário, enquanto o restante se move no sentido anti-horário.
Essas descobertas foram parte de um estudo aprofundado conhecido como “James Webb Space Telescope Advanced Deep Extragalactic Survey” (JADES). Liderada por Lior Shamir, a equipe sugere que existem algumas explicações fascinantes para essa rotação coordenada. Uma delas é a teoria de que o universo pode ter nascido girando, ideia que se alinha com as teorias da cosmologia de buracos negros, propondo que nosso universo observável é, na verdade, o interior de um buraco negro.

O universo poderia ter nascido dentro de um buraco negro?
A cosmologia de buracos negros, ou “cosmologia de Schwarzschild”, sugere que o universo observável pode ser a parte interna de um buraco negro pertencente a um universo maior. Esta ideia, desenvolvida inicialmente pelas mentes de Raj Kumar Pathria e I. J. Good, propõe que o “raio de Schwarzschild“, ou “horizonte de eventos” de um buraco negro, também possa ser considerado o horizonte do universo visível.
Nesta teoria, cada buraco negro poderia dar origem a um “universo bebê“, isolado atrás do horizonte de eventos. Segundo pesquisadores, a relação entre os buracos negros e o nascimento de universos alternativos também levanta novas perspectivas sobre o ciclo de vida dos universos.
Como a torsão pode influenciar a origem de novos universos?
Em buracos negros, a matéria pode atingir uma densidade infinita em um ponto chamado singularidade. No entanto, Nikodem Poplawski propõe que a torsão, característica da matéria giratória, impede essa compressão extrema e pode originar um “rebote”, gerando um novo universo.
- A torsão contribui para a homogeneidade e isotropia do universo observável.
- Ela influencia a direção do tempo, fornecendo explicações para a assimetria temporal entre passado e futuro em um universo recém-nascido.
PHYSICIST DROPS MIND-BENDING THEORY: WE'RE LIVING INSIDE A BLACK HOLE
— Mario Nawfal (@MarioNawfal) July 26, 2025
The evidence?
Our universe has an unreachable horizon that keeps receding – exactly what you'd experience inside a black hole.
Think about it: we can see 13.8 billion light years out, but there's stuff… pic.twitter.com/vOE1FSHaIE
As descobertas do JWST apoiam a teoria dos universos bebês?
As observações do JWST, ao sugerir uma rotação dominante em galáxias distantes, oferecem pistas para a hipótese dos universos-bebês. De acordo com Poplawski, a existência de um eixo preferencial no universo poderia ser consequência do nascimento do nosso cosmos dentro de um buraco negro rotativo, alinhando-se com a rotação observada nas galáxias.
- A rotação da Via Láctea pode impactar as medições realizadas pelo JWST.
- Ajustes nas medidas de distância são essenciais para validar conclusões sobre rotação galáctica.
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Quais são os próximos passos para desvendar a origem do universo?
Os resultados recentes do JWST abrem portas para novas discussões e estudos em cosmologia. Estes achados revitalizam a busca por respostas sobre o início do universo, inspirando novas hipóteses e avanços tecnológicos na observação do cosmos.
Com o Telescópio Espacial James Webb na vanguarda, os cientistas esperam aprofundar investigações e, futuramente, responder a perguntas fundamentais sobre a natureza do universo, sua origem e possíveis universos paralelos.
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