Um motor de 776 cilindradas entrega 83 cv nesta motocicleta esportiva que usa virabrequim com defasagem de 270 graus e sistema especial para reduzir vibrações
Arranjo de dois eixos internos a 90 graus neutraliza a trepidação do bloco em linha e combina carenagem de pista com guidões mais altos.
A carenagem integral com para-brisa curto acompanha semiguidões de alumínio forjado fixados acima da mesa superior. Nessa arquitetura, a Suzuki GSX-8R abriga um motor bicilíndrico de 776 cm³ que rende 83 cv e reduz vibrações. O projeto combina proteção contra o vento e postura menos cansativa.
Como funciona o motor bicilíndrico da Suzuki GSX-8R?
O propulsor de dois cilindros paralelos possui arrefecimento líquido, oito válvulas e 776 cm³ de capacidade cúbica. O conjunto entrega potência máxima de 83 cv a 8.500 rpm e torque de 7,95 kgfm a 6.800 rpm.
Além do comando duplo no cabeçote, sigla DOHC, o virabrequim utiliza defasagem de 270 graus no intervalo de ignição. Esse compasso imita o pulso de força e o som encorpado dos motores em V, favorecendo as retomadas nas saídas de curva.

Atuação do sistema Suzuki Cross Balancer contra vibrações
Para conter a vibração natural dos cilindros em linha, a fabricante japonesa Suzuki patenteou o mecanismo Suzuki Cross Balancer. A solução posiciona dois eixos balanceadores primários a um ângulo de 90 graus em relação ao virabrequim.
O primeiro contrapeso anula a oscilação do pistão inicial, enquanto o eixo inferior compensa o segundo cilindro. Esse bloco compacto também equipa a naked GSX-8S e a aventureira V-Strom 800 DE, dispensando coxins pesados no chassi.
Quais recursos compõem o câmbio de seis marchas e a eletrônica?
A transmissão manual de seis marchas opera com embreagem assistida e deslizante, que evita o travamento da roda traseira em reduções fortes. O sistema traz Quickshifter bidirecional de série para subir ou descer marchas sem usar o manete.
O pacote eletrônico Suzuki Intelligent Ride System gerencia o acelerador eletrônico e reúne os parâmetros de condução em uma tela TFT de 5 polegadas. O visor colorido alterna automaticamente entre os modos de leitura diurno e noturno.
Quatro funções eletrônicas auxiliam o controle da motocicleta esportiva:
O que muda nas suspensões e na ergonomia frente à linha naked?
Enquanto a versão sem carenagem adota amortecedores KYB, a esportiva utiliza garfo telescópico invertido Showa SFF-BP com tubos de 41 mm. Na traseira, o monoamortecedor com link oferece 130 mm de curso e ajuste manual de pré-carga.
A frenagem dianteira conta com disco duplo de 310 mm e pinças radiais Nissin de quatro pistões com ABS. Com assento a 810 mm do solo, a adição da carenagem eleva o peso em ordem de marcha para 205 kg.
Dimensões estruturais, capacidade do tanque e comportamento dinâmico
De acordo com o manual técnico de proprietário da Suzuki Motos, o tanque comporta 14 litros de combustível e a distância entre-eixos mede 1.465 mm. O chassi de aço tem subquadro traseiro removível.
Os pneus sem câmara vestem rodas de alumínio fundido de 17 polegadas nas medidas 120/70 na frente e 180/55 atrás. A geometria desloca o peso para a dianteira, facilitando a inclinação em curvas e mantendo estabilidade até 210 km/h.
Três conjuntos mecânicos definem o comportamento dinâmico da esportiva:
Qual é o preço no Brasil e para qual perfil ela é indicada?
Comercializada no país pelo grupo J. Toledo, a motocicleta estreou por R$ 56.900 e parte de R$ 58.950 na tabela oficial vigente, sem incluir o frete. O modelo é oferecido nas cores azul, amarela, preta e prata.
Na cotação média da tabela Fipe, o valor registrado é de R$ 51.743. A posição dos semiguidões acima da mesa atende motociclistas que buscam visual carenado e proteção aerodinâmica na estrada sem a postura extrema das superesportivas de pista.
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