Motor de apenas 1 litro entrega 130 cv e leva este hatch aos 100 km/h em 8,6 segundos sem fazê-lo passar dos 4,1 metros de comprimento
O conjunto combina cilindrada pequena, turbo e carroceria curta para entregar desempenho que se aproxima de modelos maiores.
Um hatch de pouco mais de quatro metros reúne números normalmente associados a carros maiores. O Peugeot 208 Turbo usa motor 1.0 flex de três cilindros, chega a 130 cv com etanol e, em configurações atuais T200, pode acelerar de 0 a 100 km/h em 8,6 segundos.
Como um motor 1.0 chega a 130 cv?
O Turbo 200 usa turbocompressor, injeção direta e o sistema MultiAir III para controlar a admissão. Com etanol, a potência máxima chega a 130 cv, enquanto o torque alcança 200 Nm em baixa rotação, característica importante para retomadas e saídas.
A própria Peugeot informa 8,6 segundos no 0 a 100 km/h do 208 Allure T200 AT. A transmissão é automática do tipo CVT, com sete marchas simuladas para reproduzir trocas em determinadas condições.

O tamanho compacto ajuda no desempenho?
O 208 mede cerca de 4.055 mm de comprimento, portanto fica abaixo de 4,1 metros. O entre-eixos é de 2.538 mm, medida que ajuda a explicar como o carro mantém dimensões externas compactas sem reduzir toda a cabine na mesma proporção.
O comprimento não gera potência, mas ajuda a manter a proposta compacta. Torque disponível cedo e transmissão automática completam o conjunto voltado a respostas rápidas.
Quatro dados definem a proposta do conjunto:
O que o turbo muda em relação ao 1.0 aspirado?
O turbocompressor usa a energia dos gases de escape para aumentar a quantidade de ar admitida pelo motor. Isso permite extrair mais torque e potência de uma cilindrada pequena, sem transformar o bloco em um motor fisicamente maior.
O turbocompressor também exige gerenciamento preciso de pressão, combustível e temperatura. No 208, a injeção direta e o controle das válvulas trabalham com o turbo para manter entrega de força e eficiência em diferentes rotações.
Quais números explicam a aceleração de 8,6 segundos?
A potência de 130 cv é apenas uma parte da equação. O torque de 200 Nm aparece cedo, e o CVT evita grandes interrupções de força durante a aceleração. Nas versões atuais mais fortes, o conjunto consegue levar o hatch aos 100 km/h em menos de nove segundos.
Também é importante separar versões. A linha 208 inclui configurações 1.0 aspiradas, T200 e GT MHEV; portanto, potência, equipamentos, peso e desempenho não devem ser transferidos automaticamente de uma versão para outra.
A relação entre os dados ajuda a evitar confusão:
O 208 Turbo continua pequeno para uso urbano?
Sim. Os 4,055 metros de comprimento mantêm o carro dentro da lógica de um hatch compacto. Em vagas e ruas estreitas, essa medida é mais relevante que a potência, porque determina quanto espaço físico o veículo ocupa.
O porta-malas e o espaço interno seguem os compromissos típicos da categoria. Portanto, o atrativo mecânico não elimina as limitações naturais de um hatch pequeno; ele apenas adiciona desempenho a uma carroceria curta e voltada ao uso cotidiano.
O que mais merece atenção ao comparar versões?
A linha atual reúne versões com diferentes níveis de eletrificação. O GT MHEV usa um sistema híbrido leve de 12 volts, enquanto outras configurações T200 permanecem focadas no motor turbo e no câmbio CVT. Isso altera consumo, equipamentos e posicionamento.
Para comparar corretamente, é melhor conferir a versão exata e o ano-modelo. No 208, a mesma carroceria pode combinar conjuntos diferentes, e um número verdadeiro para o Allure T200 ou para o GT MHEV não deve ser tratado como especificação automática de toda a gama.
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