Motor de 162,7 cm³, baixo consumo e manutenção simples ajudam esta moto a continuar dominando as ruas brasileiras
Motor simples, baixo peso e câmbio de cinco marchas ajudam a explicar por que a street segue liderando os emplacamentos brasileiros.
Uma mecânica relativamente simples ainda pode movimentar dezenas de milhares de unidades todos os meses. A Honda CG 160 2026 usa motor monocilíndrico de 162,7 cm³, arrefecimento a ar e câmbio de cinco marchas, receita que permanece ligada à economia, facilidade de manutenção e uso cotidiano.
O que entrega o motor de 162,7 cm³?
O propulsor é monocilíndrico, quatro tempos e arrefecido a ar, com comando OHC e alimentação por injeção eletrônica PGM-FI. Na Fan e na Titan, produz 14,4 cv com gasolina e 14,7 cv quando abastecido com etanol.
O torque máximo chega a 1,43 kgf.m com etanol ou 1,41 kgf.m com gasolina, ambos a 6.750 rpm. A ficha técnica atual da CG 160 Fan confirma transmissão de cinco velocidades e partida elétrica.

Por que a CG mantém uma proposta de economia e manutenção simples?
O conjunto evita soluções como refrigeração líquida, múltiplos cilindros ou câmbio mais complexo. O motor usa arrefecimento a ar e injeção eletrônica, enquanto a transmissão final é feita por corrente, arquitetura consolidada em motocicletas voltadas ao deslocamento diário.
A Honda estabelece revisões periódicas e destaca facilidade de manutenção e economia entre as características da família. Depois da primeira revisão, prevista para 1.000 quilômetros ou seis meses, o intervalo indicado passa a ser de 6.000 quilômetros ou seis meses.
O que muda entre Start, Fan e Titan?
O motor básico é compartilhado, mas existem diferenças importantes. A CG 160 Start funciona somente com gasolina, enquanto Fan e Titan utilizam tecnologia FlexOne, permitindo gasolina, etanol ou mistura dos dois combustíveis.
Equipamentos e sistemas de frenagem também mudam conforme a configuração. A Titan ocupa o topo da família e recebe soluções que não aparecem integralmente nas versões mais acessíveis.
Quatro características ajudam a separar as principais configurações:
O que mudou na geração mais recente?
A décima geração trouxe alterações relevantes na ciclística. Todas passaram a usar rodas de liga leve e freio dianteiro a disco, além de suspensão dianteira revista e nova balança traseira. O painel também ganhou indicador de marcha engatada e computador de bordo.
Fan e Titan receberam farol de LED, enquanto a Titan passou a oferecer tomada USB-C e freio traseiro a disco. O tanque mantém 14 litros, e o peso seco varia de acordo com cada configuração.
Alguns números mostram como a família atual se distribui:
Como funcionam os freios nas diferentes versões?
Start, Fan e Cargo usam sistema CBS, que distribui parte da força de frenagem entre as rodas. Todas contam com disco dianteiro de 240 mm, enquanto a traseira utiliza tambor nessas configurações.
A Titan acrescenta disco traseiro de 220 mm e ABS de um canal na dianteira. O sistema reduz a possibilidade de travamento da roda dianteira durante frenagens intensas, mas não atua como ABS na roda traseira.
Por que a CG 160 continua dominando as ruas brasileiras?
A família Honda CG está ligada ao mercado brasileiro desde 1976, e a atual CG 160 permanece na liderança nacional. Em agosto de 2026 foram 48.053 unidades emplacadas, mais que o dobro da segunda motocicleta do ranking.
O resultado ajuda a dimensionar a presença do modelo nas ruas. Motor de 162,7 cm³, baixo peso, tanque de 14 litros e mecânica conhecida formam uma proposta orientada ao deslocamento cotidiano, enquanto Start, Fan, Cargo e Titan permitem combinar preço, combustível e equipamentos de maneiras diferentes.
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