Extintor de incêndio pode voltar a ser obrigatório nos carros em 2025
A proposta de retomar o uso compulsório desses dispositivos ganhou força, especialmente após ter sido revisada por diferentes comissões parlamentares.
Nos últimos anos, a obrigatoriedade do uso de extintores de incêndio em carros de passeio no Brasil tem sido tema de intenso debate no Senado.
A proposta de retomar o uso compulsório desses dispositivos ganhou força, especialmente após ter sido revisada por diferentes comissões parlamentares.
A determinação do uso de extintores em veículos vigora desde 1970 e foi abolida em 2015, destacando-se como um marco de mudanças nas políticas de segurança no trânsito.
Entretanto, a discussão sobre a necessidade deste equipamento voltou à tona, trazendo à mesa considerações sobre falhas persistentes que ainda podem causar incêndios em veículos.
O impacto dessas falhas é substancial, já que acometem cerca de 17% dos automóveis afetados por recalls. A falta de estrutura adequada dos bombeiros para emergências rápidas é um argumento central para os que defendem a volta do extintor de incêndio.
Extintor ABC pode voltar a ser obrigatório nos carros
O foco do projeto de lei atualmente em exame no Senado é a reinserção do extintor de incêndio tipo ABC nos automóveis de passeio. Esse tipo de extintor é conhecido por sua eficácia em lidar com diversos tipos de incêndios.
Ele é especialmente projetado para combater incêndios de classe A, que envolvem materiais sólidos, classe B, que lidam com líquidos inflamáveis, e classe C, que englobam equipamentos elétricos energizados.
Tais características fazem com que o extintor ABC seja fundamental em cenários distintos, oferecendo um espectro abrangente de proteção.
A proposta de voltar a torná-lo obrigatório surge como parte de uma medida preventiva que pode aumentar a segurança de motoristas e passageiros.
Divergências no senado sobre a volta do extintor nos carros
Entre os senadores, há diferenças consideráveis em relação à obrigatoriedade dos extintores.
Na Comissão de Fiscalização e Controle, o senador Eduardo Braga manifestou apoio ao projeto, citando riscos associados a falhas técnicas nos veículos, que podem resultar em incêndios.
Por outro lado, na Comissão de Assuntos Econômicos, o senador Styvenson Valentim expressou oposição, sugerindo que o projeto poderia favorecer o lobby das indústrias de extintores.
Além disso, Valentim destacou o desconhecimento generalizado entre motoristas sobre como usar o extintor de maneira eficaz, sugerindo que a mera presença do equipamento não garantiria a segurança almejada.

Alteração pode impactar o código de trânsito brasileiro
A proposta atual visa modificar o Código de Trânsito Brasileiro para integrar novamente o extintor de incêndio ABC como item obrigatório em automóveis de passeio e veículos utilitários.
Caso aprovada, esta medida realinharia o Brasil com práticas adotadas antes de 2015, buscando um equilíbrio entre avanço tecnológico e segurança preventiva.
Se a lei for sancionada, será essencial que campanhas de instrução e conscientização sobre o uso adequado do extintor sejam promovidas, visando educar os motoristas e superar um dos principais pontos de resistência ao projeto.
Expectativas e possíveis desdobramentos
A análise no Senado do projeto PLC 159/2017 está prevista para acontecer ao longo do ano, podendo resultar em impactos significativos para a regulamentação de segurança veicular no país.
Enquanto alguns veem esta medida como uma necessidade imperativa para aumentar a segurança, outros preocupam-se com custos e implicações práticas para os motoristas.
O tema continua a ser debatido intensamente, com parlamentares e especialistas buscando um consenso que equilibre precaução e viabilidade técnica e econômica.
Assim, o curso desse projeto pode ditar novos rumos para a segurança dos veículos no Brasil.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)