Esportiva de 73,4 cv herda central inercial de seis eixos e troca marchas para cima ou para baixo sem embreagem
A evolução eletrônica amplia o controle em acelerações, reduções e frenagens sem abandonar o conhecido motor bicilíndrico da esportiva.
Uma esportiva bicilíndrica de média cilindrada passou a combinar 73,4 cv com controles eletrônicos antes associados a modelos mais sofisticados da marca. A Yamaha R7 recebe IMU de seis eixos, acelerador eletrônico e quickshifter bidirecional para aproximar rua e pista sem transformar o motor CP2.
Como o motor de 73,4 cv trabalha na nova Yamaha R7?
O CP2 bicilíndrico de 690 cc entrega 73,4 cv a 8.750 rpm. A Yamaha mantém a arquitetura crossplane e acrescenta o acelerador eletrônico YCC-T, que controla a admissão conforme o comando do punho e integra o motor aos novos recursos eletrônicos.
A embreagem é assistida e deslizante, reduzindo o esforço no acionamento e ajudando a controlar reações da roda traseira em reduções mais fortes. O conjunto mantém a entrega linear de potência que caracteriza esse bicilíndrico.

Como a R7 troca marchas para cima e para baixo sem embreagem?
O Quick Shift System (QSS) permite subir e reduzir marchas sem acionar manualmente a embreagem durante as trocas compatíveis. O gerenciamento eletrônico alivia momentaneamente a carga da transmissão para tornar a mudança mais rápida e suave.
A operação bidirecional amplia o uso do sistema nas acelerações e reduções. A embreagem convencional continua presente para partidas, paradas e situações em que seu acionamento seja necessário, portanto o quickshifter não elimina fisicamente esse componente.
Quatro elementos formam o conjunto de transmissão e resposta:
O que a central inercial de seis eixos controla na R7?
A IMU de seis eixos, derivada da R1, acompanha os movimentos da motocicleta em tempo real e envia informações aos sistemas de assistência. Isso permite que diferentes controles considerem a dinâmica da moto durante aceleração, frenagem e mudanças de inclinação.
O pacote inclui controle de tração com três níveis e opção de desligamento, controle de deslizamento e controle de elevação da roda dianteira. Também há gerenciamento do freio-motor, controle de frenagem e sistema para reduzir travamento traseiro causado por excesso de freio-motor.
Para que servem o controle de largada e o ABS traseiro desligável?
O Controle de Largada (LC) gerencia a entrega de potência para buscar arrancadas mais rápidas e consistentes. O ABS traseiro pode ser desligado para uso em pista, dando ao piloto uma configuração específica para condução em ambiente fechado.
A ficha oficial da nova Yamaha R7 também descreve TCS, SCS, LIF, EBM, BC e BSR. Juntos, esses sistemas ampliam a capacidade de ajuste da motocicleta sem substituir a atuação e a responsabilidade do piloto.
Três funções mostram como a eletrônica atua em momentos diferentes:
A ciclística também evoluiu junto com a eletrônica?
Sim. A R7 adota rodas SpinForged e suspensão dianteira invertida de 41 mm com 120 mm de curso. Na traseira, a suspensão Monocross em posição horizontal oferece 121 mm de curso, compondo uma configuração voltada à precisão nas mudanças de direção.
A carenagem ficou mais estreita e recebeu mudanças aerodinâmicas, enquanto a entrada de ar em formato M mantém a identidade da R-Series. A história da Yamaha Motor ajuda a contextualizar a origem e a trajetória da fabricante japonesa de motocicletas.
O que aproxima a nova R7 de uma moto preparada para pista?
A combinação de IMU, quickshifter bidirecional, controle de largada e ABS traseiro desligável concentra recursos voltados à pilotagem esportiva. O painel TFT colorido de cinco polegadas também oferece modo Track, capaz de exibir tempos de volta e informações de desempenho.
Y-Connect, navegação com Garmin StreetCross e integração ao Y-TRAC ampliam a coleta e visualização de dados. Mesmo com tanta eletrônica, aderência, técnica, condições da pista e decisões do piloto continuam determinantes para a segurança e para o desempenho da motocicleta.
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