A tela chama atenção na concessionária, mas é poder fazer parte do trajeto sem gasolina que muda a rotina deste SUV
Bateria maior e modo elétrico permitem reduzir o uso do motor a gasolina no dia a dia, enquanto o sistema híbrido preserva alcance para viagens.
Uma tela de 15,6 polegadas domina o painel, mas a mudança mais prática acontece longe dela. O BYD Song Plus 2027 é um híbrido plug-in com bateria de 26,6 kWh e autonomia elétrica homologada de 99 km, permitindo que parte dos deslocamentos seja feita priorizando a eletricidade.
Como o Song Plus consegue rodar parte do trajeto sem gasolina?
O sistema DM-i combina motor elétrico, bateria recarregável externamente e um motor 1.5 turbo a gasolina. No modo EV, o carro prioriza a propulsão elétrica enquanto houver carga e as condições de funcionamento permitirem.
A autonomia elétrica oficial é de 99 km pelo PBEV. Isso não significa que todo motorista repetirá o número diariamente, porque temperatura, velocidade, relevo, ar-condicionado, carga e estilo de condução alteram o alcance real.

O que mudou com a bateria de 26,6 kWh?
A bateria Blade cresceu de 18,3 para 26,6 kWh na linha 2027. Segundo a BYD no lançamento do Song Plus 2027, a autonomia elétrica homologada passou de 63 para 99 km.
Também foi adicionada recarga rápida em corrente contínua. A fabricante informa que a bateria pode passar de 30% para 80% em aproximadamente 55 minutos, criando outra opção além da recarga em corrente alternada.
Quatro números concentram a atualização:
A tela de 15,6 polegadas é só um recurso visual?
Não. A central multimídia de 15,6 polegadas concentra navegação, conectividade e visualização da câmera 360 graus. Ela trabalha ao lado de um painel digital de 12,3 polegadas e de um head-up display que projeta informações no campo de visão.
O interior também oferece acesso por NFC, comandos de voz, carregamento sem fio para celular e sistema de áudio. A tela chama atenção pelo tamanho, mas funciona como interface para recursos que o motorista utiliza durante a condução e nas manobras.
Como o sistema híbrido muda a rotina de abastecimento?
Quem consegue recarregar a bateria com frequência pode realizar parte dos trajetos usando principalmente eletricidade. Em deslocamentos que cabem dentro da autonomia disponível, isso reduz a necessidade de acionar continuamente o motor a gasolina.
Em viagens mais longas, o sistema passa a combinar as duas fontes de energia. A autonomia combinada divulgada pela fabricante chega a 1.150 km no ciclo NEDC, referência diferente do PBEV usado para os 99 km elétricos.
A diferença entre os modos fica mais clara nestas situações:
O desempenho fica limitado por priorizar eletricidade?
O conjunto atual entrega 239 cv de potência combinada e leva o SUV de 0 a 100 km/h em 8,1 segundos, segundo a fabricante. O motor a combustão passou a ser um 1.5 turbo na atualização 2027.
Esses números mostram que a eletrificação não foi usada apenas para reduzir consumo. Motor elétrico, motor turbo e bateria formam um sistema capaz de entregar desempenho compatível com um SUV médio, ao mesmo tempo em que preserva a possibilidade de rodar em modo elétrico.
Para quem essa possibilidade realmente muda a rotina?
O maior ganho aparece para quem tem onde recarregar e percorre distâncias diárias compatíveis com a energia disponível na bateria. Sem recarga frequente, parte importante da vantagem de um híbrido plug-in deixa de ser aproveitada.
O BYD Song Plus chegou ao Brasil em 2022 e passou por sucessivas atualizações. Na linha 2027, a tela continua sendo o detalhe visual mais evidente, mas os 99 km elétricos homologados são a mudança capaz de alterar com maior frequência a relação do motorista com o posto de combustível.
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