A tecnologia híbrida de 12 volts chegou a este SUV de motor turbo e câmbio CVT de sete marchas simuladas, buscando reduzir o consumo nas arrancadas e acelerações
Máquina elétrica multifuncional ligada por correia recupera energia nas desacelerações e apoia o motor de três cilindros nas saídas de semáforo. 🖼️ Legenda de Imagem: Peugeot 2008 GT em deslocamento urbano exibindo faróis em LE
As saídas de semáforo e as retomadas em baixa velocidade concentram o maior desperdício de combustível no trânsito das cidades. O Peugeot 2008 GT adota um sistema híbrido leve de 12 volts acoplado ao motor 1.0 Turbo 200 de até 130 cv e ao câmbio CVT para aliviar o esforço térmico nas arrancadas.
Como funciona o sistema híbrido de 12 volts no Peugeot 2008 GT?
A arquitetura Bio-Hybrid substitui o alternador e o motor de partida convencionais por uma máquina elétrica multifuncional de 3 kW (cerca de 4 cv) conectada ao virabrequim por uma correia reforçada. Esse módulo trabalha em conjunto com duas baterias de 12 volts: uma de chumbo-ácido e outra de íons de lítio sob o banco.
Como explica o portal técnico Conheça o Hybrid da Stellantis, o gerador colhe energia cinética nas desacelerações para carregar a bateria de lítio e devolve esse impulso na forma de torque adicional quando o motorista pisa no acelerador.

Como o motor Turbo 200 e o câmbio CVT interagem com o módulo elétrico?
O propulsor principal continua sendo o três cilindros 1.0 Turbo 200 flex com injeção direta e comando variável MultiAir III, que entrega 130 cv com etanol e 125 cv com gasolina, além de 20,4 kgfm (200 Nm) de torque a 1.750 rpm. A transmissão automática CVT simula sete marchas.
Por se tratar de um veículo híbrido leve (MHEV), a máquina elétrica nunca movimenta as rodas sozinha. Sua função é eliminar o atraso inicial do turbocompressor e permitir religamentos rápidos e silenciosos do sistema start-stop no trânsito pesado.
Quatro modos operacionais se alternam automaticamente durante a condução urbana:
Qual é a diferença de consumo em relação às versões convencionais?
Nas configurações de entrada e intermediária (Active e Allure), que utilizam o mesmo motor 1.0 turbo sem o módulo híbrido leve, as médias urbanas no Inmetro ficam em torno de 8,6 km/l com etanol e 12,3 km/l com gasolina.
Com a assistência elétrica de 12V atuando nas arrancadas, o Peugeot 2008 GT híbrido reduz o consumo no ciclo urbano em até 8% a 10%, superando a marca de 9,0 km/l com etanol e 13,0 km/l com gasolina na cidade, enquanto os números rodoviários permanecem praticamente idênticos.
A comparação direta mostra o que muda entre as opções convencionais e a configuração topo de linha:
O que muda no painel i-Cockpit 3D e na lista de equipamentos da versão GT?
Por dentro, a versão GT diferencia-se pelo painel de instrumentos i-Cockpit 3D de 10 polegadas, que ganha gráficos específicos para mostrar a porcentagem de carga da bateria auxiliar e o fluxo de potência entre o motor térmico e o gerador elétrico.
A lista de série inclui teto solar panorâmico, bancos revestidos em material sintético com costuras verdes, central multimídia de 10,3 polegadas sem fio, seis airbags, frenagem autônoma de emergência, assistente de faixa e porta-malas de 419 litros no padrão VDA.
Quando o sistema híbrido leve de 12V traz retorno real ao motorista?
Quem utiliza o utilitário principalmente em rodovias de velocidade constante notará pouca diferença de consumo entre as versões Active, Allure e a opção eletrificada, já que a assistência de 3 kW atua sobretudo nas acelerações iniciais.
Por outro lado, para motoristas que enfrentam trânsito urbano intenso todos os dias e residem em municípios ou estados que concedem isenção de rodízio ou redução de IPVA para modelos classificados como híbridos, o Peugeot 2008 GT MHEV soma economia diária a um pacote completo de equipamentos.
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