Um puma atravessou duas das rodovias mais movimentadas de Los Angeles por volta de 2012 e passou a década seguinte vivendo no Griffith Park
Famoso puma que cruzou rodovias choca especialistas
O puma que cruzou rodovias em Los Angeles deixou muito biólogo de boca aberta com a sua coragem de encarar o trânsito pesado. Esse felino gigante sobreviveu por 10 anos morando em um parque cercado por concreto e asfalto, quebrando as regras de espaço da sua espécie.
Por que o puma que cruzou rodovias parou no meio da cidade?
O felino, batizado de P-22, decidiu encarar a travessia de duas vias expressas super movimentadas na Califórnia lá no ano de 2012. A galera da ciência acredita que o animal estava buscando um espaço novo para caçar e viver longe dos machos mais velhos da selva.
O bicho foi parar bem no meio do Griffith Park, uma área verde muito famosa na região de Hollywood. O problema é que o local virou uma verdadeira ilha isolada pelo asfalto, prendendo o felino de vez naquele pequeno espaço da cidade.
Como fica a comparação do território normal com a casa nova?
Esta tabela compara o tamanho do espaço na natureza com a área verde da cidade grande.
Dá para notar que a casa nova do bicho era minúscula para as necessidades reais de um macho adulto da espécie. Mesmo com esse aperto todo, ele deu um jeito de caçar pequenos mamíferos e sobreviver firme no pedaço por uma década.
Quais foram os maiores perrengues enfrentados pelo animal?
Viver no meio do concreto não é nada fácil para um predador gigante que nasceu para dominar a mata fechada. O bicho teve que desviar de carros o tempo todo e precisou lidar com armadilhas perigosas criadas pelos humanos na calada da noite.
Esta lista aponta os desafios mais pesados que o felino encarou na sua rotina urbana diária.
- Falta de fêmeas para acasalar e garantir a reprodução saudável da espécie.
- Contato direto com raticidas espalhados nos jardins luxuosos das mansões.
- Barulho constante das sirenes e buzinas estressando o cérebro o tempo todo.
- Risco altíssimo de ser atropelado ao tentar voltar para o seu habitat nas montanhas.
O que os biólogos dizem sobre essa jornada tão maluca?
O pessoal que acompanha o estudo do felino crava que a história serve como um alerta urgente sobre o crescimento desenfreado das cidades. O asfalto engole as áreas de floresta com rapidez e deixa os animais silvestres sem saída na hora de migrar.
A presença desse macho na área virou o maior símbolo da campanha para construir viadutos verdes enormes sobre as pistas gringas. Essas pontes forradas de grama e mato ajudam os outros bichos a cruzarem o perigo sem virar estatística trágica no asfalto quente.

Qual foi o fim da linha para o felino mais famoso do asfalto?
Depois de passar quase 10 anos driblando os motores e virando o mascote não oficial da região, a idade pesada bateu na porta do gigante. A saúde do felino piorou bastante por causa dos atropelamentos seguidos e dos problemas graves causados pelos venenos de rato.
O resgate veterinário precisou intervir para acabar com o sofrimento do bicho e a história do mascote encerrou um ciclo bem triste. A trajetória corajosa desse predador marcou o mundo e provou que a natureza sempre tenta resistir ao avanço agressivo do nosso concreto.
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