Super Quarta movimenta petróleo, bolsas e juros no Brasil e EUA
Bolsas da Ásia e Europa sobem, WTI e Brent recuam e Bitcoin cai na véspera das decisões do Copom e do Fed nesta quarta-feira
As bolsas da Ásia fecharam em alta nesta quarta-feira, 16 de setembro, com o Nikkei avançando 0,78% e o Hang Seng subindo 0,19%, enquanto os futuros de Wall Street indicam abertura positiva antes da decisão do Federal Reserve sobre os juros americanos.
Na Europa, os índices operam no campo positivo, com Londres subindo 0,53% e Paris avançando 0,34%. O petróleo, que havia disparado na véspera após ataques à infraestrutura da Arábia Saudita, recuava no começo desta manhã. O WTI caía 1,75%, a 103,98 dólares o barril, e o Brent perdia 1,20%, cotado a 107,45 dólares, embora ainda operasse acima de 100 dólares.
O recuo ocorre após relatório do setor americano apontar aumento nos estoques, mesmo com a guerra no Oriente Médio ainda pressionando o fornecimento no Estreito de Ormuz. O minério de ferro fechou, na China, em alta de 0,14%, aos 709 yuans a tonelada, e o Bitcoin também cede, com queda de 1,62% nesta manhã, a 75.880 dólares.
No Brasil, o Ibovespa fechou a última sessão em alta de 0,54%, aos 186.502 pontos, impulsionado pelas ações da Petrobras, que subiram 3,09% e levaram a estatal a atingir o maior valor de mercado da história, próximo de 700 bilhões de reais.
O dólar encerrou terça-feira cotado a 5,1551 reais, alta de 0,14%. Nesta quarta, o mercado local aguarda a divulgação do IBC-Br, prévia mensal da atividade econômica referente a julho, com projeção de queda de 0,10%, além do IGP-10 de setembro e do fluxo cambial semanal.
O dia é marcado pela Super Quarta, com decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos em direções opostas. O Copom anuncia a taxa Selic às 18h30, com expectativa de corte de 0,25 ponto percentual, para 13,75% ao ano, dando sequência ao ciclo de afrouxamento iniciado em março.
Já o Federal Reserve divulga sua decisão às 15h, com o mercado precificando probabilidade superior a 90% de alta de 0,25 ponto, para a faixa de 3,75% – 4,00% ao ano, o que representaria o primeiro aumento da taxa americana desde 2023, pressionado pela persistência da inflação e pela escalada dos preços de energia.
Antes da decisão, os Estados Unidos divulgam às 9h30 as vendas no varejo de agosto, indicador acompanhado de perto após o recuo de 0,6% no mês anterior, abaixo do esperado pelos analistas.
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