Sem reformas, Alemanha perderá nível de prosperidade
Estudo aponta que país só manterá padrão de vida atual com salto expressivo em eficiência econômica nos próximos anos
Para preservar o nível de prosperidade que desfruta hoje, a Alemanha teria de elevar o crescimento da sua produtividade a cerca de 1,6% ao ano — patamar cinco vezes superior à média de 0,3% registrada nos últimos seis anos. A conclusão é de um levantamento do Instituto Alemão de Economia (IW), encomendado pela Fundação para Empresas Familiares.
Queda ao longo de décadas
De acordo com a DW, o ritmo de ganhos de produtividade alemã vem se reduzindo de forma constante. Nos anos 1980 e 1990, a expansão anual girava em torno de 2%. Já na década de 2010, essa taxa recuou para próximo de 1% ao ano. Nos últimos seis anos, o avanço médio caiu ainda mais, para apenas 0,3% — patamar considerado insuficiente para sustentar o padrão de vida da população.
Segundo Michael Grömling, responsável pela área de macroeconomia do IW, em declaração ao jornal Handelsblatt, “a produtividade é o principal motor do bem-estar econômico, e é justamente esse motor que vem falhando na Alemanha há anos”.
Envelhecimento populacional pressiona reformas
O envelhecimento da população alemã deve reduzir o número de trabalhadores disponíveis nos próximos anos, o que torna reformas estruturais necessárias para atingir a meta de produtividade, segundo os pesquisadores. Eles apontam cinco frentes prioritárias: digitalização, inteligência artificial, inovação, redução da burocracia e investimentos em infraestrutura.
De acordo com o estudo, investir em pesquisa e desenvolvimento ao nível praticado por Israel poderia aumentar a produtividade alemã em cerca de 13% no longo prazo. Nesse cenário, uma família de três pessoas teria ganho potencial estimado em 21 mil euros (R$ 127 mil) anuais em renda e bem-estar econômico, conforme os autores da pesquisa.
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