Salário de operários sobe 1,7% sob Trump e tem maior alta em 60 anos
Governo atribui avanço à política de restrição à imigração e ao fortalecimento da indústria
Os salários reais de trabalhadores americanos sem cargos de supervisão subiram 1,7% entre dezembro e maio, nos primeiros cinco meses do segundo mandato de Donald Trump.
O dado foi divulgado pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent, com base em números do Bureau of Labor Statistics.
Segundo Bessent, o aumento é o maior registrado nesse período desde 1969. O rendimento médio por hora subiu de US$ 30,67 para US$ 31,18, já descontada a inflação.
“Graças às políticas pró-crescimento e de prioridade nacional do presidente, os salários reais dos trabalhadores por hora cresceram quase 2%”, disse o secretário. “É o maior avanço em seis décadas.”
O governo atribui o desempenho a medidas de incentivo à indústria doméstica, à contenção da imigração ilegal e à queda da inflação.
Para Bessent, o mercado de trabalho menos pressionado por imigrantes sem documentação fortaleceu o poder de negociação da mão de obra menos qualificada.
Comparado a mandatos anteriores, o número chama atenção. No primeiro governo Trump, o aumento foi de 1,3% nos mesmos cinco meses. Sob o governo Biden, houve recuo de 1,7%.
O último crescimento similar ocorreu em 1969, durante o governo Nixon, com avanço de 0,8%.
Apesar do resultado, entidades como o Conference Board alertam para riscos de escassez de mão de obra em setores como construção, serviços e agricultura, que tradicionalmente dependem de trabalhadores estrangeiros.
Segundo nota da entidade, “a redução súbita dessa força de trabalho pode gerar gargalos produtivos e aumento de custos.”
Com cinco meses de governo, o índice é visto como um sinal favorável para a política econômica de Trump.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)