Quem vai dar R$ 20 bi para Lula socorrer os Correios?
Governo federal tenta viabilizar empréstimo bilionário para salvar estatal
O governo Lula tenta viabilizar junto ao Banco do Brasil, à Caixa Econômica Federal e a instituições privadas um empréstimo de 20 bilhões de reais para socorrer os Correios, que registraram prejuízo de 4,37 bilhões de reais no primeiro semestre de 2025.
Conforme publicou a Folha de S.Paulo, a estatal precisa de 10 bilhões de reais em 2025 e mais 10 bilhões de reais em 2026.
Além de capital de giro, o dinheiro seria usado para custear as medidas de ajuste previstas em um plano de reestruturação, como demissões voluntárias, mudanças no plano de saúde e renegociação de passivos atrasados.
A operação terá garantia do Tesouro Nacional, que também pode fazer um aporte complementar.
Os ministros Fernando Haddad, da Fazenda, Esther Dweck, da Gestão, Frederico de Siqueira Filho, das Comunicações, discutiram a operação de crédito com representantes do Tesouro Nacional, da PGFN (Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional), do Banco do Brasil e da Caixa na quinta-feira, 9.
O rombo dos Correios
Os Correios registraram prejuízo de 4,37 bilhões de reais no primeiro semestre deste ano. No mesmo período do ano passado, o déficit foi de 1,35 bilhão de reais.
Apenas no segundo trimestre, o prejuízo foi de 2,64 bilhões de reais.
No primeiro trimestre, a empresa tinha registrado prejuízo de 1,72 bilhão de reais, o que levou a direção da estatal a cogitar aporte de recursos junto ao governo federal.
A crise na estatal levou ao ex-presidente dos Correios, Fabiano Silva, entregar, em julho, uma carta de renúncia ao Palácio do Planalto.
Para o lugar de Fabiano, Lula escolheu Emmanoel Schmidt Rondon, funcionário de carreira do Banco do Brasil.
A explicação de Haddad para a crise dos Correios
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, atribuiu a crise dos Correios à quebra do monopólio.
“Houve a quebra do monopólio e hoje os Correios estão com um passivo de ter que entregar cartas para quem usa ainda os Correios nas regiões mais remotas do país”, afirmou o ministro em entrevista ao programa Canal Livre, da Band.
“Imagina, não tem como você pagar com selo a mandar (sic) uma carta física para o interior de uma região longínqua do país”, acrescentou.
“Então os Correios têm um problema estrutural que é o enorme subsídio daquilo que ficou para ele, porque quem concorre com os Correios não tem nenhuma obrigação de entregar carta. Ele só faz pelo preço que compensa. Então, olha a situação paradoxal que nós criamos. Quebrou-se o monopólio, o Correio ficou com uma obrigação (sic) e ele não tem funding para custear o subsídio”, seguiu.
“Enquanto todos os concorrentes dos Correios vão pegando o filé mignon, a picanha,
e vão deixando os Correios com o osso para o qual ele não tem recurso para subsidiar”, finalizou.
Leia também: Como a oposição conseguiu aprovar ‘mini-CPI’ dos Correios
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Comentários (4)
MARCOS
15.10.2025 20:39EU RESPONDO A PERGUNTA TÍTULO: O BURRO POVO BRASILEIRO, IDIOTAS, NOVAMENTE PAGARÃO A CONTA DOS CORREIOS. CADA POVO TEM OS GOVERNANTES QUE MERECE.
Marcia Elizabeth Brunetti
15.10.2025 10:36Quando vamos nos livrar desse estagiário de Ditador?
Maglu Oliveira
15.10.2025 09:50Exatamente, socorrer pra quê? Gastar dinheiro para consertar uma casa em ruína é jogar dinheiro fora. Tem que fazer terraplanagem e construir uma nova, às vezes sai mais barato. Se vender ainda consegue salvar alguns centavos. Vivo nesse mundo há mais de 7 décadas e nunca vi essa instituição melhor do que hoje. E com a concorrência e a agilidade do mundo, o velho senhor Correios não acompanha mais. Privatiza, vende pra DHL que faz um bom serviço no mundo ou pra outras com experiência e capacitadas. Chega de infernizar a vida dos brasileiros com maus e caros serviços que só serve pra cabide milionário de empregos dos amigos do "rei".
tclsãopaulo
15.10.2025 09:25Quebrado de novo? Socorrer pra que? Pra ter outro assalto? Só quem for muito inocente mesmo! Pra dizer o mínimo!