Quem paga IOF do cheque especial são os 99% mais pobres, diz deputado
Governo Lula ainda quer reter 10% dos dividendos somente de quem recebe acima de R$ 50 mil para aliviar parlamentares, que recebem R$ 46 mil, apontou Rodrigo da Zaeli
Enquanto o governo faz campanha a favor do Imposto sobre Operações Financeiras e insiste na narrativa da “justiça tributária”, o deputado Rodrigo da Zaeli (PL-MT, foto) lembrou nesta quinta-feira, 3, no plenário da Câmara, que quem paga o IOF sobre o cheque especial são os 99% mais pobres da população.
“Todos os parlamentares da esquerda que sobem aqui falam: ‘Bolsonaro, Bolsonaro, Bolsonaro’, porque não tem o que falar de bom desse governo. O que tem que falar de bom é dizer: ‘pagar imposto é bom’. ‘Vamos aumentar a carga tributária, mas isso é bom para você, trabalhador, que está pagando’. ‘Vamos aumentar o IOF, mas é bom para você, porque só rico paga’.
Eu quero saber aqui se você, cidadão, que está me ouvindo aí, se você entra no seu limite do cheque especial e se entra, se no começo do mês, no primeiro dia do mês, não vai estar lá descontando da sua conta-corrente IOF? Vai estar descontando.
Aí eu te pergunto: quem usa mais cheque especial? É 1% mais rico que está lá no andar de cima, porque agora virou moda dizer que é andar de cima e andar de baixo […] Quem está lá no andar de cima que paga. Só eles que pagam o IOF porque faz aquela comprinha no exterior. Aí vai pagar o IOF no cartão. Cara, que legal, que bonito. Mas o trabalhador, a classe produtiva desse país sabe que é uma mentira. Quem paga somos todos nós. É os 99% mais pobre (sic), que está lá na classe de baixo.”
Socialistas do dinheiro alheio
O deputado também questionou a proposta de aumentar o Imposto de Renda para quem recebe acima de 50 mil reais, desafiando o governo a baixar o valor para 45 mil reais.
“‘Ah, mas nós vamos então aumentar o imposto de renda para quem ganha acima de 50 mil reais’. Que número bonito, hein, esquerda? 50 mil reais. Por que não colocaram então 45 mil reais? Porque aí vai pegar todos os parlamentares, senadores, deputados, ministros. Mas aí cortar na carne, não. A esquerda não quer cortar na carne. São socialistas do dinheiro alheio.
Querem que você contribua, mas eles não. Abaixa então para 45 mil reais. Vamos todo mundo contribuir aqui nessa Casa também, porque aí pega todo mundo. É bonito falar 50 mil reais. Nós baixamos mais cinco, só 5 mil. E também é o imposto progressivo. Nós não vamos pagar tanto também, não. Estou disposto a colaborar, mas não. Vamos taxar os outros, vamos cobrar dos outros, porque a esquerda não tem coragem de cotar na própria carne, como nós da direita fazemos.”
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