Quanto custa financiar ou pagar à vista um apartamento de 70 m² nas maiores cidades brasileiras?
Confira entradas, parcelas iniciais e despesas que vão além do preço anunciado
Um apartamento usado de 70 m² pode custar de aproximadamente R$ 526 mil a R$ 841 mil nas maiores cidades brasileiras em 2026. No financiamento, uma entrada de 20% ficaria entre R$ 105 mil e R$ 168 mil, com parcelas iniciais próximas de R$ 5 mil a R$ 8 mil.
Qual apartamento foi considerado na comparação?
As estimativas consideram uma unidade usada de 70 m², em estado regular de conservação e localizada em uma região intermediária de cada cidade. O cálculo parte do preço médio anunciado por metro quadrado, sem considerar descontos obtidos durante a negociação.
Na prática, o valor muda conforme o bairro, a idade do prédio, a quantidade de vagas, o andar e a necessidade de reforma. Apartamentos antigos sem elevador podem custar menos, enquanto unidades reformadas e próximas ao metrô costumam superar a média municipal.
Quanto custa comprar um apartamento usado à vista?
Considerando a metragem adotada, estes são os valores aproximados para pagamento integral nas dez cidades analisadas:
Valores estimados para compra nas principais capitais
O comparativo mostra como o valor estimado varia entre dez grandes cidades brasileiras, com São Paulo no topo da lista.
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01
São Paulo: R$ 841 mil
A capital paulista apresenta o maior valor estimado entre as cidades comparadas.
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02
Curitiba: R$ 819 mil
A capital paranaense aparece na segunda posição, próxima do valor observado em São Paulo.
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03
Rio de Janeiro: R$ 766 mil
O valor coloca a capital fluminense entre os três mercados mais caros do comparativo.
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04
Belo Horizonte: R$ 746 mil
A capital mineira ocupa uma faixa intermediária superior entre as cidades analisadas.
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05
Brasília: R$ 706 mil
O valor estimado na capital federal permanece acima de R$ 700 mil.
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06
Fortaleza: R$ 655 mil
A capital cearense apresenta o maior valor entre as cidades nordestinas deste comparativo.
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07
Recife: R$ 603 mil
O valor estimado na capital pernambucana fica pouco acima de R$ 600 mil.
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08
Salvador: R$ 587 mil
A capital baiana aparece abaixo de Recife e acima de Goiânia na comparação.
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09
Goiânia: R$ 576 mil
A estimativa posiciona a capital goiana entre os valores mais acessíveis da lista.
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10
Manaus: R$ 526 mil
A capital amazonense registra o menor valor estimado entre as dez cidades comparadas.
O pagamento à vista aumenta o poder de negociação, especialmente quando o imóvel está desocupado ou precisa de modernização. Um desconto de 5% reduziria em cerca de R$ 42 mil o preço estimado em São Paulo e em R$ 26 mil o valor calculado para Manaus.
Quanto custa financiar o mesmo apartamento?
Uma simulação com entrada de 20%, prazo de 30 anos, sistema SAC e juros de 11,5% ao ano produz as seguintes entradas e primeiras prestações aproximadas:
- São Paulo: entrada de R$ 168 mil e parcela inicial de R$ 8 mil;
- Curitiba: entrada de R$ 164 mil e parcela inicial de R$ 7,8 mil;
- Rio de Janeiro: entrada de R$ 153 mil e parcela inicial de R$ 7,3 mil;
- Belo Horizonte: entrada de R$ 149 mil e parcela inicial de R$ 7,1 mil;
- Brasília: entrada de R$ 141 mil e parcela inicial de R$ 6,7 mil;
- Fortaleza: entrada de R$ 131 mil e parcela inicial de R$ 6,2 mil;
- Recife: entrada de R$ 121 mil e parcela inicial de R$ 5,7 mil;
- Salvador: entrada de R$ 117 mil e parcela inicial de R$ 5,6 mil;
- Goiânia: entrada de R$ 115 mil e parcela inicial de R$ 5,5 mil;
- Manaus: entrada de R$ 105 mil e parcela inicial de R$ 5 mil.
As prestações diminuem gradualmente no SAC. Sem incluir TR, seguros e tarifas, o desembolso acumulado em 30 anos pode representar cerca de 2,32 vezes o preço original. Assim, o apartamento de R$ 841 mil em São Paulo poderia gerar um gasto nominal próximo de R$ 1,95 milhão.
Quais despesas precisam entrar no orçamento?
O comprador não deve comprometer toda a reserva financeira com a entrada ou com o pagamento ao proprietário. A aquisição ainda envolve custos documentais e possíveis intervenções no imóvel, como:
- ITBI, escritura e registro;
- avaliação bancária e tarifas contratuais;
- seguros incluídos nas prestações;
- certidões e regularização documental;
- reforma elétrica, hidráulica e estética;
- condomínio, IPTU e mudança.
ITBI e registro podem consumir vários pontos percentuais do preço. Em um apartamento de R$ 600 mil, separar de R$ 25 mil a R$ 40 mil para documentação e despesas iniciais ajuda a evitar falta de recursos antes da entrega das chaves.

É melhor financiar ou pagar à vista?
Pagar à vista elimina juros, fortalece a negociação e reduz o custo final, mas não deve deixar a família sem reserva de emergência. Financiar preserva parte do capital e permite antecipar a compra, embora exija renda suficiente para suportar a prestação, o condomínio e os demais compromissos mensais.
A escolha mais segura depende do dinheiro disponível e do tempo de permanência no imóvel. Para quem possui o valor integral, negociar um desconto costuma ser financeiramente mais vantajoso. Para quem precisa de crédito, aumentar a entrada e reduzir o prazo pode representar uma economia de centenas de milhares de reais.
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