Piloto percebe fumaça saindo do A-10, perde parte do sistema hidráulico e usa praticamente todos os 2.400 metros da pista antes de conseguir parar a aeronave
Piloto percebe fumaça saindo do A-10 e realiza pouso de emergência.
Uma coluna de fumaça branca saía do A-10 em emergência enquanto o piloto ainda não tinha qualquer aviso claro no painel. A perda de fluido hidráulico comprometeu a estabilidade e os freios aerodinâmicos, exigindo uma aproximação especial e uma parada no limite da pista.
Como começou a emergência no A-10?
O major Matthew Kaercher realizava um exercício de ataque a alvos no Barry Goldwater Range, no estado do Arizona, quando o observador da torre ordenou a interrupção imediata da manobra. Uma coluna de fumaça branca havia aparecido na parte traseira esquerda do avião.
Nos primeiros instantes, os instrumentos não mostravam superaquecimento nem aviso de incêndio. Cerca de 30 segundos depois, a luz de um reservatório hidráulico finalmente acendeu. O registro da ocorrência indica que a identificação permitiu ao piloto seguir os procedimentos treinados.

Quais sinais mostraram que a falha era mais séria?
O A-10 possui dois sistemas hidráulicos, cada um ligado a seu próprio reservatório. Quando o nível caiu, o avião perdeu parte das capacidades usadas para manter o voo estável e controlar a desaceleração depois do toque na pista.
Os indícios que mudaram a condução do voo foram:
Quais decisões permitiram levar o avião até a pista?
Kaercher desviou para Gila Bend, área de treinamento localizada a aproximadamente 40 quilômetros do ponto onde a falha foi percebida. A mudança oferecia uma pista adequada para a aproximação de emergência, embora o espaço disponível acabasse sendo quase totalmente consumido.
A sequência principal envolveu:
- interromper imediatamente o exercício de tiro;
- identificar a perda hidráulica pelos instrumentos;
- configurar o avião para uma aproximação de emergência;
- manter o controle apesar das oscilações;
- preparar uma frenagem sem os freios aerodinâmicos.
Por que a pista de 2.400 metros quase não bastou?
Sem os painéis que aumentam o arrasto, a aeronave conservou mais velocidade durante o pouso. Kaercher precisou usar intensamente os freios das rodas e recorrer ao bloqueio do sistema perto do fim da corrida, conseguindo parar pouco antes de ultrapassar o espaço disponível.
O que tornou esse pouso diferente de uma operação normal?
O avião de ataque subsônico foi projetado para operar próximo das forças terrestres e utilizar pistas relativamente curtas. Mesmo assim, a perda hidráulica retirou recursos importantes justamente no momento em que o piloto precisava estabilizar a aproximação e reduzir a velocidade.
A comparação entre as duas situações ajuda a dimensionar a dificuldade:
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Como terminou a ocorrência com o A-10?
O avião parou antes do fim da pista e o piloto saiu ileso. A resposta de Kaercher durante o treinamento de 21 de maio de 2013 levou à concessão do Pilot Safety Award of Distinction pela 355ª Ala de Caça e pela 12ª Força Aérea.
O episódio mostrou como uma pane inicialmente visível apenas como fumaça pode retirar vários recursos ao mesmo tempo. A parada no limite da pista não dependeu somente da resistência do A-10, mas da identificação correta da falha, do treinamento e de decisões tomadas em poucos segundos.
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