PIB desacelera no 3º trimestre
Em valores correntes, a economia brasileira movimentou 3,2 trilhões de reais
O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil desacelerou e variou 0,1% no terceiro trimestre de 2025, conforme dados divulgados nesta quinta-feira, 4, pelo IBGE.
No segundo trimestre, a economia avançou 0,4%, mas já dava sinais de desaceleração.
Em valores correntes, a economia brasileira movimentou 3,2 trilhões de reais no período, sendo 2,8 trilhões de reais referentes ao Valor Adicionado a preços básicos e 449,3 bilhões de reais, aos Impostos sobre Produtos líquidos de Subsídios.
O resultado ficou abaixo do esperado. Analistas ouvidos pela Reuters projetavam um crescimento de 0,2% na comparação com o trimestre anterior.
O PIB por setores
No recorte setorial, a agropecuária e a indústria (0,8%) registraram altas moderadas, de 0,4% e 0,8%, respectivamente.
O setor de serviços, que vinha sustentando a alta da atividade econômica, ficou praticamente estável em 0,1%.
“Na Indústria, houve desempenho positivo nas Indústrias de Extrativas (1,7%), na Construção (1,3%) e nas Indústrias de Transformação (0,3%). Já a atividade de Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (-1,0%) caiu”, afirmou o IBGE.
“Nos Serviços, cresceram: Transporte, armazenagem e correio (2,7%), Informação e comunicação (1,5%), Atividades imobiliárias (0,8%), Comércio (0,4%), Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (0,4%) e Outras atividades de serviços (0,2%). Por outro lado, caíram as Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (-1,0%)”, acrescentou.
Pela ótica da despesa, a Despesa de Consumo das Famílias variou 0,1%, enquanto a Despesa de Consumo do Governo cresceu 1,3% e a Formação Bruta de Capital Fixo subiu 0,9% em relação ao segundo trimestre.
No setor externo, houve as Exportações de Bens e Serviços subiram 3,3% e as Importações de Bens e Serviços avançaram 0,3%, também em relação ao trimestre imediatamente anterior.
Em relação ao terceiro trimestre de 2024, o PIB avançou 1,8%, com crescimento de 10,1% na agropecuária, 1,7% na indústria e 1,3% nos serviços.
“Desaceleração controlada, não recessiva”
Para Jason Vieira, economista-chefe da Lev, o retrato do PIB confirma uma “desaceleração controlada, não recessiva”, além de uma “dependência contínua do agro e extrativas”.
Com serviços e consumo das famílias perdendo força, apesar dos indicadores positivos de emprego, o resultado divulgado pelo IBGE reforça a percepção de que “o crescimento de 2026 deve ser mais modesto, com menor contribuição da demanda doméstica”.
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Comentários (1)
Angelo Sanchez
04.12.2025 11:17O pibinho é o retrato de nossa medíocre democracia, onde um poder que não foi eleito, persegue políticos da oposição e todos os desmandos gera instabilidade e breca investimentos e dúvidas, o "descondenado" até hoje não inspira confiança e somos guiados pelo congresso que tem lampejos de governabilidade.