Petróleo dispara e derruba bolsas nesta quinta-feira
Nasdaq, S&P 500 e Dow Jones futuros caem nesta quinta com petróleo em alta e Treasuries pressionando o apetite por risco
O petróleo Brent superou 105 dólares o barril na manhã desta quinta-feira, 24 de setembro, e puxou para baixo as bolsas ao redor do mundo, enquanto os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos seguiram subindo.
O contrato do WTI negociava perto de 93 dólares, com alta superior a 1%. A escalada dos preços do petróleo veio depois que autoridades iranianas voltaram a descartar qualquer rendição aos Estados Unidos e ameaçaram levar o conflito ao Oceano Índico, o que afastou a expectativa de uma solução rápida para o impasse no Estreito de Ormuz.
Os rendimentos dos títulos de 30 anos dos Estados Unidos chegaram ao maior nível desde 2004, e os papéis de 5 anos ultrapassaram 5%. Esse movimento aumenta o custo de capital das empresas e reduz o apetite dos investidores por ações, já que aplicações mais seguras passam a pagar mais.
Por isso, os futuros de Nova York recuavam nesta manhã, com o Nasdaq caindo mais de 1%, o S&P 500 perto de 0,6% e o Dow Jones perto de 0,4%. Na Europa, Frankfurt e Paris operavam no vermelho, enquanto Londres oscilava perto da estabilidade.
Na Ásia, Xangai fechou em queda de 1,22% e Tóquio subiu 0,76%, em um pregão marcado pela expectativa em torno do encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o chinês Xi Jinping.
O Bitcoin recuava para a faixa de 83 mil dólares, em linha com a queda do apetite por ativos de risco.
No Brasil, o Ibovespa fechou a quarta-feira, 23, em queda de 0,86%, aos 185.814,09 pontos, também pressionado pelo cenário externo e pela disputa eleitoral. As ações da Petrobras subiram 2,59%, impulsionadas pela valorização do petróleo. O dólar subiu 1,28% e encerrou a 5,17 reais.
Nesta quinta, o mercado local aguarda a divulgação do Relatório Trimestral de Inflação e o índice de confiança do consumidor da FGV, ambos às 8h, além da reunião do Conselho Monetário Nacional à tarde.
No radar eleitoral, uma pesquisa Atlas mostrou empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro no segundo turno, e o instituto Datafolha divulga novo levantamento ainda na tarde desta quinta.
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