Passageiro coloca power bank na mala despachada e item é retirado antes do voo
Entenda por que a bateria deve ficar na cabine e quais limites em Wh exigem autorização da companhia
Um power bank na mala despachada pode ser identificado durante a inspeção de segurança aeroportuária e retirado antes do carregamento da aeronave. A medida não depende de o carregador estar ligado. Para a Agência Nacional de Aviação Civil, carregadores portáteis são baterias sobressalentes e devem viajar exclusivamente na bagagem de mão.
Por que o power bank foi retirado da mala?
As regras do RBAC 175 tratam as baterias de íons de lítio como artigos perigosos. Durante a triagem da bagagem despachada, o equipamento de raios X pode revelar o carregador portátil. Dependendo do procedimento do aeroporto e da companhia aérea, o passageiro pode ser chamado para retirar o objeto ou a mala pode deixar de ser embarcada até a irregularidade ser resolvida. A restrição alcança:
- Power banks utilizados para carregar celulares e tablets;
- Baterias externas para notebooks e câmeras;
- Baterias avulsas de equipamentos eletrônicos;
- Estojos de recarga que funcionem como fonte de energia;
- Malas inteligentes com bateria removível, quando despachadas.
Por que a bateria não pode viajar no porão?
Baterias de íons de lítio danificadas, defeituosas ou submetidas a curto-circuito podem aquecer e iniciar um processo conhecido como fuga térmica. O evento produz calor intenso, fumaça e possibilidade de reignição. Dentro da cabine, a tripulação consegue perceber o problema e aplicar os procedimentos de emergência.
No compartimento de carga, a identificação pode demorar mais e o acesso ao objeto é limitado durante o voo. Por esse motivo, a Agência Nacional de Aviação Civil reforçou em alerta operacional publicado em 2025 que carregadores portáteis são proibidos na bagagem despachada. A orientação permanece relevante para viagens nacionais e internacionais em 2026.

O RBAC 175 também estabelece limites de capacidade
Power banks de até 100 Wh normalmente podem ser levados na bagagem de mão sem aprovação prévia. Modelos acima de 100 Wh e até 160 Wh dependem da autorização da companhia aérea, e o transporte de baterias sobressalentes nessa faixa fica limitado. Acima de 160 Wh, o item não é aceito como bagagem comum de passageiro. A empresa pode adotar restrições adicionais sobre quantidade, armazenamento e uso durante o voo.
Como transportar carregadores e eletrônicos corretamente?
A inspeção de segurança aeroportuária precisa conseguir identificar a capacidade da bateria. O valor costuma aparecer na etiqueta em watt-hora, representado por Wh. Quando a embalagem informa somente miliampere-hora, a conversão depende também da tensão nominal. Um power bank sem marcação legível pode ser recusado pela companhia aérea.
Antes de sair para o aeroporto, organize baterias de íons de lítio da seguinte maneira:
Cuidados para transportar a bateria com segurança
A bagagem escolhida, a proteção dos terminais e a capacidade informada na etiqueta devem ser conferidas antes do embarque.
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01
Levar o power bank na bagagem de mão
Mantenha o carregador portátil com você na cabine, em vez de colocá-lo na bagagem despachada.
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02
Proteger entradas e terminais
Cubra os pontos de contato para reduzir o risco de curto-circuito durante o transporte.
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03
Usar uma embalagem individual
Guarde o equipamento em capa própria, embalagem separada ou saco plástico individual.
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04
Afastar objetos metálicos
Evite que o power bank entre em contato direto com moedas, chaves ou outros objetos condutores.
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05
Não transportar baterias danificadas
Não embarque com equipamentos estufados, trincados, vazando ou apresentando aquecimento anormal.
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06
Conferir a capacidade em Wh
Verifique se a potência nominal em watts-hora está legível na etiqueta do equipamento.
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07
Consultar a companhia aérea
Modelos com capacidade entre 100 Wh e 160 Wh podem exigir autorização prévia da empresa.
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08
Retirar baterias de malas inteligentes
Se a bateria for removível, retire-a da mala antes do despacho e transporte-a na cabine.
Celular, notebook e câmera possuem baterias instaladas, situação diferente de um carregador portátil. Alguns aparelhos podem ser despachados quando estão completamente desligados e protegidos contra acionamento e danos. Ainda assim, levar eletrônicos valiosos na cabine reduz o risco de impacto, extravio e exposição da bateria a condições inadequadas.
O que fazer se o power bank já estiver na mala despachada?
Avise imediatamente o balcão da companhia aérea, mesmo que a mala já tenha seguido pela esteira. A equipe pode orientar a localização da bagagem para transferir o item à cabine. Não espere a inspeção encontrar o objeto, pois a necessidade de abrir ou reter a mala pode atrasar seu processamento e fazer com que ela não siga no mesmo voo.
Se o carregador portátil for identificado antes do embarque, siga as instruções dos profissionais da inspeção de segurança aeroportuária. A possibilidade de recuperar e levar o item na cabine dependerá da capacidade, do estado da bateria, do tempo disponível e das regras da companhia aérea. O lugar correto do power bank é junto ao passageiro, com os terminais protegidos e a especificação de Wh visível.
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