Os mercados nesta terça-feira
Petróleo alto alimenta a aposta em nova alta de juros nos EUA, e o dólar segue firme. Veja como isso pesa no Ibovespa nesta terça-feira
O Ibovespa entra na terça-feira (29) depois de quatro quedas seguidas. O principal índice da bolsa brasileira fechou a segunda (28) em 182.991 pontos, com baixa de 0,26%, e o dólar subiu 0,86%, a 5,2265 reais. A Petrobras avançou 1,52% junto com o petróleo, enquanto o Itaú Unibanco caiu 1%.
Nesta terça, o petróleo opera em queda. Há pouco, o WTI para novembro caía 0,87%, a 91,79 dólares o barril, e o Brent para novembro baixava 0,67%, a 104,57 dólares.
Na segunda, o Brent chegou perto de 109 dólares depois que Donald Trump rejeitou uma proposta do Irã para reabrir o Estreito de Ormuz, e fechou perto de 105 dólares.
Petróleo caro alimenta a expectativa de nova alta de juros pelo Federal Reserve, o banco central americano, em outubro, o que levou investidores a posições defensivas e fortaleceu o dólar. Segundo parte do mercado, com esse cenário, já se prevê a possibilidade de até quatro altas nos próximos 12 meses.
Lá fora, o dia é de espera. Os futuros de Nova York variam pouco, com o Dow Jones em queda de 0,11% e o Nasdaq em alta de 0,15%. Na Europa, o índice STOXX 600 sobe 0,29%, mesmo com a inflação da Espanha em 4,9% em setembro, acima dos 4,6% previstos.
O Bitcoin sobe 0,78% em 24 horas, a 84.069,50 dólares. Investidores aguardam o relatório de vagas de emprego dos Estados Unidos e o almoço de Trump com executivos do setor de inteligência artificial. O relatório oficial de emprego sai na sexta-feira (2).
No Brasil, os dados de trabalho dividem a atenção com a eleição. O IBGE divulga a taxa de desemprego do trimestre até agosto, que estava em 5,3% na leitura anterior, com expectativa de estabilidade.
A FGV publica o IGP-M de setembro, com projeção de alta de 1,60% depois da queda de 0,22% em agosto. À tarde saem o Caged e o resultado das contas do governo central, com déficit primário previsto em 14,14 bilhões de reais.
A pesquisa AtlasIntel para a Bloomberg mostra Lula e Flávio Bolsonaro com 48% cada no segundo turno. O primeiro turno será no domingo (4 de outubro).
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