Os mercados nessa terça-feira
Uma nova onda de vendas no setor de tecnologia contaminou os mercados financeiros nesta terça-feira. No Brasil, o foco é a ata do Copom
Uma nova onda de vendas no setor de tecnologia contaminou os mercados financeiros mundiais nesta terça-feira (23), derrubando bolsas da Ásia à Europa e pressionando os futuros de Nova York.
No Brasil, o Ibovespa enfrenta o dia dividido entre o ambiente externo adverso e a atenção doméstica voltada à divulgação da ata do Comitê de Política Monetária (Copom).
Os índices futuros americanos operam em queda, pressionados por uma onda de vendas de ações de tecnologia liderada por fabricantes de chips que estiveram na vanguarda de uma alta sem precedentes impulsionada pela inteligência artificial.
A pressão sobre o setor ocorre após as perdas registradas na véspera pelas gigantes de tecnologia dos EUA, diante de questionamentos sobre a capacidade de empresas de hiperescala, como a Alphabet, de justificar os elevados investimentos em IA. No pré-mercado, o Nasdaq Futuro recuava 2,71%, o S&P 500 Futuro cedia 1,50% e o Dow Jones Futuro perdia 0,70%.
Na Europa, as ações de tecnologia caíram 2,7% no início do pregão, com os papéis regionais de semicondutores registrando algumas das maiores quedas. O STOXX 600 recuava 0,88%, o DAX alemão cedia 1,09% e o CAC 40 parisiense perdia 1,18%.
Na Ásia-Pacífico, as bolsas fecharam em baixa, com as ações sul-coreanas liderando as perdas. As ações da SK Hynix e da Samsung Electronics caíram mais de 4% cada, evidenciando a dependência do mercado em relação ao setor de inteligência artificial. O Nikkei japonês recuou 3,55%, o Hang Seng de Hong Kong cedeu 1,82% e o índice de Xangai perdeu 1,37%.
No cenário geopolítico, investidores seguem monitorando as negociações entre Estados Unidos e Irã. Apesar de relatos de avanços nas conversas, a incerteza sobre os desdobramentos continua sustentando a cautela nos mercados globais.
No Brasil, o foco se volta para a ata do Copom, divulgada às 8h. Na semana passada, o Banco Central reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,25% ao ano.
O comunicado indicou que o Copom mantém flexibilidade para decidir os próximos passos, podendo dar continuidade ao ciclo de cortes ou interrompê-lo na próxima reunião, a depender principalmente da evolução das projeções de inflação.
No pregão anterior, o Ibovespa havia encerrado em alta de 1,21%, aos 170.370 pontos, enquanto o dólar à vista fechou a 5,141 reais, com queda de 0,45%. Nesta manhã, porém, o iShares MSCI Brazil (EWZ), principal ETF brasileiro negociado em Nova York, sinalizava reversão, recuando no pré-mercado americano.
No mercado de commodities, os preços do petróleo operavam em queda, com o WTI a 73,42 dólares e o Brent a 77,27 dólares por barril, à medida que os investidores demonstravam otimismo cauteloso em relação ao fim do conflito no Oriente Médio.
O ouro também recuava. No mercado cripto, o bitcoin cedia cerca de 3%, negociado em torno de 62 mil dólares, enquanto o ethereum recuava 5,5%.
A agenda do dia ainda inclui as leituras preliminares do PMI industrial da zona do euro, do Reino Unido e dos EUA, indicadores de atividade que podem dar nova direção aos mercados ao longo da sessão.
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