Oposição critica plano bilionário de socorro aos Correios
O governo Lula tenta viabilizar junto ao Banco do Brasil, à Caixa Econômica Federal e a instituições privadas um empréstimo de R$ 20 bi
Parlamentares da oposição reagiram com críticas ao plano dos Correios de recorrer a um empréstimo de cerca de R$ 20 bilhões para cobrir déficits operacionais acumulados durante o governo Lula. Eles afirmam que a medida representa um retrocesso na política de responsabilidade fiscal e evidencia problemas de gestão em estatais.
Como registramos, o governo Lula tenta viabilizar junto ao Banco do Brasil, à Caixa Econômica Federal e a instituições privadas um empréstimo de 20 bilhões de reais para socorrer os Correios, que registraram prejuízo de 4,37 bilhões de reais no primeiro semestre de 2025.
Conforme publicou a Folha de S.Paulo, a estatal precisa de 10 bilhões de reais em 2025 e mais 10 bilhões de reais em 2026.
Além de capital de giro, o dinheiro seria usado para custear as medidas de ajuste previstas em um plano de reestruturação, como demissões voluntárias, mudanças no plano de saúde e renegociação de passivos atrasados.
O vice-líder da Oposição, deputado Sanderson (PL-RS), disse que a decisão de se contrair novos empréstimos para socorrer os Correios vai gerar novos custos para a população.
“Esse empréstimo representa mais uma dívida que recairá sobre os brasileiros. Em vez de ajustar as finanças, o governo opta por endividar os Correios, transferindo ao contribuinte a responsabilidade pelo rombo criado”, afirmou.
O deputado Rodrigo Valadares (União-SE) disse que o modelo de gestão da estatal precisa ser revisto.
“Estatais não são cabide de emprego nem instrumento de manobra fiscal. Se os Correios estão pedindo R$ 20 bilhões emprestados, é porque a governança falhou. O Congresso precisa investigar responsabilidades e evitar que a sociedade arque com mais uma dívida”, declarou.
Já o deputado Coronel Tadeu (PL-SP) cobrou transparência sobre o processo.
“É essencial que esse empréstimo seja acompanhado com rigor. Quem explica esse déficit? Onde foram aplicados os recursos? É inadmissível que uma empresa pública tão importante precise de socorro emergencial”, disse.
Para o deputado Capitão Alberto Neto (PL-AM), a operação pode ter efeitos negativos nas contas públicas.
“Esse tipo de empréstimo encarece impostos, compromete o orçamento e reduz o espaço para investimentos sociais. O governo cria rombos e depois pede dinheiro para cobri-los. Isso é administração irresponsável”, afirmou.
“Não podemos permitir que mais essa dívida venha do bolso do povo. Os Correios precisam de reestruturação real, corte de privilégios e gestão eficiente — não de empréstimos emergenciais. O Congresso fiscalizará cada passo”, acrescentou o deputado Rodolfo Nogueira (PL-MS).
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Comentários (1)
Angelo Sanchez
17.10.2025 12:40Onde está o Ministério Público para investigar este rombo de 21.000.000.000,00 (21 bilhões), ´quem sabe onde foi parar este dinheiro todo, Bolsonaro estava certo, a privatização dos Correios seria a solução, agora que a politicagem impregnou a cúpula diretiva dos Correios, talvez encheram os bolsos, e o "descondenado", vai dizer que não sabia de nada.