O universo não está apenas se expandindo — sua expansão está acelerando. Após décadas de pesquisa, os físicos ainda não sabem o que está causando isso
O que faz a expansão do universo acelerar cada vez mais rápido?
A expansão do universo esconde um mistério que desafia a física há quase trinta anos. Longe de desacelerar por causa da gravidade, o cosmos está se espalhando com velocidade redobrada, empurrado por uma força invisível chamada energia escura, que os cientistas ainda tentam decifrar.
Como os astrónomos descobriram esse crescimento acelerado?
Quase toda a gente achava que a gravidade ia travar o cosmos aos poucos. O choque veio em 1998, quando duas equipas de cientistas independentes decidiram medir o brilho de estrelas que explodiam no espaço profundo.
Eles usaram supernovas do tipo Ia como balizas de sinalização para calcular distâncias. O resultado apontou que essas estrelas estavam muito mais longe do que o previsto, provando que o tecido do cosmos ganha velocidade a cada segundo.

O que é realmente a energia escura?
O nome bonito serve mais para marcar uma falha no nosso conhecimento do que para dar uma resposta definitiva. Os físicos sabem o efeito que ela causa, mas não fazem ideia da sua composição real.
Essa força misteriosa funciona ao contrário da gravidade convencional. Em vez de juntar a matéria, ela atua como uma pressão constante que afasta as galáxias umas das outras no vazio.
Qual é o peso desse mistério na composição do cosmos?
Quando olhamos para o céu, tudo o que conseguimos ver com telescópios representa apenas uma fração minúscula da realidade. A maior parte do que preenche o cosmos é invisível aos nossos olhos e aparelhos.
A distribuição do conteúdo total do cosmos está dividida da seguinte forma:
- Matéria normal que forma estrelas e planetas: cerca de 5%
- Matéria escura que mantém as galáxias unidas: cerca de 27%
- Energia escura que acelera o crescimento do espaço: cerca de 68%
Como o nosso céu vai ficar no futuro distante?
Se as previsões atuais continuarem certas, o destino final do nosso ponto de vista espacial vai ser bastante solitário. O avanço acelerado vai afastar os grupos vizinhos a uma velocidade superior à da luz.
Comparamos o cenário atual com o que os telescópios vão encontrar daqui a alguns biliões de anos:
| Época cósmica | Visibilidade de galáxias distantes | Estado do céu noturno |
|---|---|---|
| Era atual | Biliões de galáxias visíveis | Céu rico em fontes de luz |
| Futuro distante | Apenas o grupo local fundido | Vazio total além da nossa galáxia |

Podemos confiar a 100% nestas descobertas recentes?
Muitos investigadores tentaram derrubar essa teoria analisando novamente os dados das supernovas ao longo das décadas. Erros de cálculo foram encontrados e corrigidos, mas a aceleração continua firme como um facto científico.
O prémio Nobel da física de 2011 validou esse trabalho pioneiro de forma definitiva. O artigo publicado na Space Daily confirma que decifrar esse enigma continua a ser o maior desafio da cosmologia moderna para os próximos anos.
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