O fantástico mundo de Gleisi
Ministra de Relações Institucionais voltou a atribuir a alta da dívida pública ao patamar elevado da taxa de juros
A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, atribuiu nesta segunda-feira, 22, o avanço da dívida pública principalmente ao patamar elevado da taxa básica de juros, atualmente em 15% ao ano.
A fala foi uma crítica em relação às análises que apontam as despesas do governo como principal fator de pressão sobre as contas públicas.
Pelo X, antigo Twitter, Gleisi afirmou que a política monetária tem peso maior no crescimento do endividamento do que o aumento dos gastos federais.
Segundo ela, parte da cobertura econômica “insiste” em destacar um crescimento real de cerca de 5% nas despesas, acima da inflação, mas ignora que os juros estariam cerca de 10 pontos percentuais acima da variação inflacionária.
“A maior responsável pelo aumento da dívida pública continua sendo a taxa básica de juros de 15% ao ano, e não a despesa do governo, diferentemente do que a gente lê na mídia mais uma vez neste final de ano. Apontam um crescimento de 5% acima da inflação na despesa, mas querem ignorar que os juros estão 10% mais altos do que a inflação”, disse Gleisi.
“Esses juros estratosféricos, que encarecem o crédito e limitam o crescimento, é que fazem crescer a dívida pública. Ao sugar recursos do Orçamento, os juros da dívida também comprometem a prestação de serviços públicos, os programas sociais e os investimentos do governo para o desenvolvimento do país”, afirmou a ministra de Relações Institucionais.
Gleisi
Durante esse terceiro mandato, o governo Lula conseguiu a proeza de aumentar, em média, seus gastos em 5% ao ano, conforme levantamento feito pelo jornal O Globo. Ao longo da gestão petista, alguns gastos que estavam dentro da meta foram excluídos, como os com precatórios e parte dos recursos para aplicação em Defesa Nacional.
O Orçamento de 2026 está ancorado em aumento de receitas para que o governo consiga cumprir as metas estabelecidas pelo arcabouço fiscal.
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