Nvidia bate recorde com receita de US$ 215,9 bi
Fabricante americana de semicondutores fecha melhor ano de sua história com demanda aquecida por chips de inteligência artificial
A Nvidia divulgou nesta quarta-feira, 25, resultados que superam todas as marcas anteriores de sua história. A companhia encerrou o ano fiscal de 2026 com receita total de US$ 215,9 bilhões – a primeira vez que ultrapassa o patamar de US$ 200 bilhões em um único exercício. O lucro líquido atingiu US$ 120 bilhões no período.
No quarto trimestre fiscal, encerrado em janeiro de 2025, a receita somou US$ 68,1 bilhões, alta de 73% sobre o mesmo intervalo do ano anterior. O número supera tanto a previsão da própria empresa, de US$ 65 bilhões, quanto a estimativa de analistas de Wall Street, fixada em US$ 66,2 bilhões. O lucro líquido do trimestre ficou em US$ 43 bilhões, contra uma projeção de US$ 36,4 bilhões.
Data centers puxam o crescimento
A divisão de data centers – que reúne os chips voltados à inteligência artificial, incluindo a linha Blackwell, lançada no ano passado – gerou US$ 62,3 bilhões no trimestre, acima da estimativa de mercado de US$ 60,5 bilhões.
O segmento representa a fatia mais volumosa da receita da companhia e reflete a intensificação dos investimentos das grandes empresas de tecnologia em capacidade computacional.
A margem bruta da Nvidia ficou em 75% no trimestre, em linha com as projeções dos analistas. A empresa indicou que espera manter esse patamar ao longo do primeiro trimestre do ano fiscal de 2027, encerrado em abril.
O CEO Jensen Huang atribuiu os resultados à escalada da demanda por processamento computacional. “A demanda por computação está crescendo exponencialmente. Nossos clientes estão correndo para investir em capacidade de processamento para IA”, afirmou.
Projeção acima do esperado e incógnita chinesa
Para o trimestre em curso, a Nvidia prevê receita de US$ 78 bilhões – valor que supera em cerca de US$ 6 bilhões a estimativa de consenso de US$ 72,1 bilhões compilada pela Visible Alpha. As ações da companhia subiram mais de 2% no after-market logo após a divulgação dos números, no dia 25 de fevereiro de 2026.
Segundo o Financial Times, a Nvidia não incorporou em suas projeções qualquer receita oriunda de vendas de chips de IA para o mercado chinês. Em dezembro de 2024, um acordo com o governo americano havia autorizado a comercialização do chip H200 na China. No entanto, em janeiro de 2025, o jornal britânico informou que revisões de segurança dos Estados Unidos atrasaram a liberação de licenças para os clientes chineses da fabricante.
Caso as licenças sejam aprovadas, a estimativa é que o mercado chinês represente dezenas de bilhões de dólares em receita potencial – volume que não está contabilizado nas projeções divulgadas nesta quarta-feira.
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