Sem recuo de Haddad, Câmara votará projetos que sustam IOF petista em 10 de junho
Líderes parlamentares deram recado ao Palácio do Planalto durante reunião realizada nesta quinta-feira
Durante a reunião realizada nesta quinta-feira, 29, as lideranças parlamentares da Câmara acordaram que vão votar tanto a urgência quanto o mérito dos 22 projetos de decretos legislativos que sustam os efeitos das mudanças nas alíquotas do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) em 10 de junho, caso o Palácio do Planalto não revogue o decreto editado na semana passada pelo Ministério da Fazenda.
Participaram da reunião tanto líderes de partidos governistas como PSD, MDB e PDT quanto os da oposição. Conforme apurou este portal, o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), chegou a defender a manutenção das mudanças durante a reunião. Mas ficou calado ao ser confrontado por colegas em virtude da falta de medidas efetivas do Palácio do Planalto para cortar gastos públicos.
Caso os projetos de decretos legislativos de fato sejam aprovados dia 10, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), já indicou a colegas parlamentares que poderá reafirmar a decisão do Congresso em sustar um ato do Poder Executivo no dia seguinte, 11 de junho. O que se configuraria como a maior derrota do governo Lula no ano de 2025.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse nesta quinta-feira pelas redes sociais que informou ao governo Lula que “o clima é para derrubada do decreto do IOF na Câmara”. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, se reuniu com Motta e Alcolumbre na noite desta quarta-feira para tentar convencê-los a não derrubar o aumento das alíquotas do IOF.
“O que estamos assistindo é um governo desesperado, perdido, sem plano fiscal, sem responsabilidade e sem rumo. A única estratégia de Lula é a velha fórmula: gambiarra, improviso e arrocho em cima de quem trabalha e produz”, disse em nota oficial o líder da oposição ao governo Lula na Câmara, Luciano Zucco (PL-RJ).
“Enquanto não corta gastos, não enfrenta privilégios e não tem coragem de fazer gestão, o governo empurra a conta para o bolso do povo”, acrescentou ele.
O fogo amigo de Gleisi em relação à crise do IOF
A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (foto), afirmou em entrevista ao programa “Conversa com Bial”, transmitida na madrugada desta quinta-feira, 29, que o ministro da Fazenda não deu detalhes sobre o aumento da alíquota do IOF.
Segundo Gleisi, Haddad explicou as medidas para equilibrar as contas públicas, mencionou o IOF, mas não especificou “onde ia mexer” e disse que a mudança “era pequena”, passando de 2,39% para 3,5%.
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Comentários (1)
MARCOS
29.05.2025 12:56É DEVER DO CONGRESSO CANCELAR MAIS ESSE ASSALTO AO BOLSO DO CONTRIBUINTE.