Motorista toma “apenas duas cervejas”, bate o carro em um poste sem envolver terceiros e a seguradora nega o conserto do veículo de R$ 40 mil após o boletim de ocorrência
O seguro nega cobertura por álcool após batida de carro no poste
O seguro nega cobertura por álcool quando o motorista decide dirigir depois de beber, mesmo que sejam poucas doses. A Justiça brasileira apoia a decisão das empresas de não pagar o conserto do veículo nesses casos.
O que acontece quando o motorista bebe e bate o carro?
Quando o condutor consome bebida alcoólica e se envolve em um acidente, o prejuízo costuma cair direto no bolso dele. As empresas consideram que rodar alcoolizado é um risco desnecessário e cortam a proteção na hora.
Se o prejuízo do veículo chegar a R$ 40 mil, por exemplo, o dono do carro assume toda a conta da oficina. Nem mesmo a alegação de ter tomado só duas cervejas alivia a situação com a empresa.

Como o boletim de ocorrência influencia no pagamento do seguro?
O documento feito pela Polícia Militar no local do acidente serve como prova principal para o processo de análise. Se o policial registrar sinais de embriaguez, a empresa trava o reembolso do sinistro imediatamente.
A anotação da autoridade vale como registro oficial do estado do condutor no momento da colisão. Sem esse papel limpo, fica impossível receber qualquer quantia prevista na apólice contratada.
Por que a lei permite a recusa da indenização?
O Superior Tribunal de Justiça entende que beber antes de guiar é um ato de agravamento intencional do risco. Essa infração quebra as regras básicas de qualquer contrato de proteção veicular no Brasil.
Veja como funciona o entendimento jurídico sobre o assunto:
- A embriaguez ao volante cancela o direito ao reembolso do veículo;
- A regra vale para acidentes sem a participação de outros carros;
- A recusa da indenização está respaldada pelo Código Civil atual.
Qual a diferença entre a perda do carro e o dano a terceiros?
Abaixo está o comparativo dos impactos financeiros após a batida do veículo no poste.
| Tipo de cobertura | Situação com álcool | Prejuízo médio |
|---|---|---|
| Cobertura de casco | Recusada pela empresa | R$ 40 mil do próprio bolso |
| Danos a terceiros | Avaliada caso a caso | Varia conforme o estrago do bem |
Como evitar o prejuízo financeiro e perder a cobertura?
A única saída 100% segura para manter seu direito é não misturar bebida e direção em nenhuma hipótese. Chamar um aplicativo de transporte sai infinitamente mais barato do que pagar o conserto do motor do seu bolso.
Se você quer proteger o seu patrimônio de verdade, respeite o contrato e a legislação do país. Afinal de contas, nenhum momento de lazer vale a perda de dezenas de milhares de reais em um segundo de desatenção no trânsito.
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