Ministro tenta se afastar de ex-secretário-executivo preso pela PF
"Não há nenhum envolvimento do Ministério da Previdência Social nessa operação", disse Wolney Queiroz
O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, tentou se afastar de Adroaldo Portal, secretário-executivo da pasta exonerado nesta quinta-feira, 18, após ser preso na nova fase da Operação Sem Desconto.
“Não há nenhum envolvimento do Ministério da Previdência Social nessa operação, tanto que não houve nenhuma busca, nenhuma apreensão aqui no Ministério da Previdência Social”, afirmou o ministro em entrevista coletiva.
“E nós seguimos a mesma toada de buscar os responsáveis. Esse governo não protege ninguém, e a prova disso é que há uma ampla liberdade dos órgãos de controle, da CGU, da Polícia Federal, para investigar todas as esferas do governo para que a gente possa encontrar quem foram os responsáveis pelas fraudes, punir e trazer de volta cada centavo”, acrescentou.
Embora o nome do ex-número 2 da pasta tenha sido citado na CPMI do INSS mais de uma vez, Wolney Queiroz disse que não tinha “qualquer informação real do envolvimento de Adroaldo com nenhum tipo de ato suspeito, ilícito”.
“Adroaldo chegou antes de mim aqui no Ministério. Cumpria aqui as funções como um técnico aplicado, competente nas funções de secretário Nacional do Regime Geral de Previdência Social. Trouxemos para a Secretaria-executiva para que o Ministério não parasse, para tocar as ações de um Ministério gigantesco, como é o da Previdência Social. E não tínhamos qualquer informação real. Nem nós, nem ninguém”, continuou.
Operação Sem Desconto
Ao todo, a PF e a Controladoria-Geral da União (CGU) cumprem 52 mandados de busca e apreensão, 16 de prisão preventiva e outras medidas cautelares, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, em seis estados –São Paulo, Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Minas Gerais e Maranhão– e no Distrito Federal.
“As ações desta data visam aprofundar as investigações da Operação Sem Desconto e esclarecer a prática dos crimes de inserção de dados falsos em sistemas oficiais, constituição de organização criminosa, estelionato previdenciário e atos de ocultação e dilapidação patrimonial”, afirmou a PF, em nota.
Além do secretário-executivo da Previdência, Adroaldo Portal, foram presos na operação Romeu Carvalho Antunes, filho de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e Éric Fidelis, filho do ex-diretor de Benefícios do INSS André Fidelis.
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