Mercados de olho no payroll americano
Foco total no payroll: mercado brasileiro abre após Corpus Christi com atenção no relatório de empregos dos Estados Unidos
Os mercados iniciam esta sexta-feira (5) sob a influência de um conjunto de dados que pode redefinir as apostas sobre os próximos passos dos juros nos Estados Unidos e afetar bolsas, moedas e títulos ao redor do mundo.
O centro das atenções é o relatório de emprego dos Estados Unidos, conhecido como payroll. O indicador mede a criação de vagas fora do setor agrícola e é acompanhado de perto porque influencia diretamente as decisões do Federal Reserve.
A expectativa em torno dos números ocorre em um momento de sinais mistos na economia internacional. No Brasil, a B3 retorna ao pregão após o feriado de Corpus Christi na quinta-feira. Os investidores acompanham a divulgação do payroll americano e seus possíveis efeitos sobre o dólar, que vinha sendo negociado próximo de 5,05 reais nos últimos pregões.
Na Ásia, a maior parte das bolsas fechou em queda, com investidores realizando lucros recentes em empresas de tecnologia, semicondutores e inteligência artificial.
O movimento foi especialmente forte na Coreia do Sul: o Kospi despencou 5,54%, enquanto o Nikkei caiu 1,31% no Japão e o Hang Seng recuou 1,15% em Hong Kong. Também fecharam em baixa os índices de Taiwan, Xangai e Shenzhen.
No Japão, parte da pressão adicional veio da expectativa de que o Banco do Japão (BoJ) possa elevar os juros ainda neste mês.
Na Europa, o cenário foi diferente. As bolsas operaram majoritariamente em alta após o anúncio de um cessar-fogo entre Israel e Líbano (mediado pelos EUA na quarta-feira), embora persistam dúvidas sobre sua estabilidade, com o Hezbollah rejeitando partes do acordo e impondo novas condições.
A queda do petróleo pelo segundo dia seguido também ajudou a aliviar preocupações com inflação. A bolsa de Londres avançava 0,37%, Frankfurt subia 0,12% e Paris ganhava 0,49%. Os índices STOXX 50 e STOXX 600 operavam no campo positivo.
Ao mesmo tempo, novos dados mostraram fraqueza na economia da zona do euro. Segundo revisão da Eurostat, o PIB encolheu 0,2% no primeiro trimestre, revertendo a estimativa inicial de alta de 0,1%.
Foi a primeira contração desde o fim de 2022 e a maior queda desde meados de 2020. Na comparação anual, o crescimento desacelerou para 0,3%, abaixo da projeção anterior de 0,8%.
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