Mercados de olho em Ormuz e inflação nos EUA nessa quarta
Os mercados operam nesta quarta-feira divididos entre o alívio por dados de inflação mais brandos nos Estados Unidos e a tensão no Irã
Os mercados internacionais operam nesta quarta-feira (15) sob cautela, divididos entre o alívio trazido por dados de inflação mais brandos nos Estados Unidos e a tensão persistente no Oriente Médio.
Pelo terceiro dia seguido, forças americanas atacaram alvos ligados ao Irã. O Irã reagiu atacando alvos americanos nos países árabes vizinhos. O presidente Donald Trump recuou da proposta de cobrar uma taxa de 20% sobre embarcações que cruzam o Estreito de Ormuz, oferecendo em troca maior cooperação econômica com países do Golfo.
Nos EUA, os futuros de Nova York ampliam os ganhos da véspera, quando o mercado de ações subiu após o índice de preços ao consumidor (CPI) de junho recuar 0,4% no mês, elevando a inflação anual a 3,5%, abaixo da previsão dos economistas, que esperavam alta anual de 3,8%.
A quarta-feira também traz uma leva de balanços corporativos, com destaque para United Airlines, Morgan Stanley, Johnson & Johnson e BlackRock.
Na Ásia, as bolsas fecharam majoritariamente em alta, impulsionadas pelo forte resultado da fabricante de chips ASML, que elevou a projeção de vendas e turbinou papéis do setor de semicondutores, como a sul-coreana SK Hynix. Já a Europa opera em queda, pressionada pelo conflito no Oriente Médio.
No Brasil, o cenário é misto: o Ibovespa fechou o pregão anterior em alta de 0,51%, aos 176.641,10 pontos, enquanto o dólar recuou 1,06%, cotado a 5,0778 reais. Hoje, os investidores locais aguardam a divulgação do volume de serviços, com expectativa de leve alta de 0,1% no mês.
O apetite por ativos brasileiros também aparece no exterior: o ETF EWZ, que replica ações do país em Nova York, cai cerca de 0,5%.
No mercado de commodities, o petróleo sobe pelo terceiro dia consecutivo com a escalada no Oriente Médio: o Brent avança perto de 0,8%, para cerca de 85,40 dólares o barril, enquanto o WTI sobe perto de 0,7%, próximo de 80 dólares. O minério de ferro fechou em alta de 1,13% em Dalian, na China, cotado a 112,47 dólares a tonelada.
Já o bitcoin oscila positivamente, negociado ao redor de 64,7 mil dólares, refletindo o apetite por ativos de risco em meio à perspectiva de juros mais baixos nos EUA.
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