Mais leve que o tijolo e com aval do Inmetro: o material que ganha espaço nas obras
As paredes que nascem de blocos brancos e ultraleves, onde o concreto e o aço se escondem dentro de um sanduíche de isopor de engenharia.
Uma revolução silenciosa está redesenhando os canteiros de obra. O bloco de EPS chega com uma combinação de atributos que parecia impossível: é mais leve que o tijolo, tem o aval do Inmetro e está fazendo construtoras trocarem a cerâmica pelo polímero expandido.
O que é exatamente o bloco de EPS que está substituindo o tijolo?
O EPS é a sigla para poliestireno expandido, o popular isopor. Mas o bloco usado na construção civil está muito distante daquele copo descartável ou da bandeja de frios. Ele passa por um processo de fabricação com densidade controlada e recebe aditivos antichama para se tornar um material estrutural seguro.
Na prática, o bloco de EPS funciona como uma forma permanente para o concreto armado. Ele é montado como um lego, e dentro dos seus vazios são inseridas as armaduras de aço e o concreto líquido. O resultado é uma parede monolítica de alta resistência.
| Aspecto | 🧱 Tijolo convencional | ⬜ Bloco de EPS |
|---|---|---|
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🏗️ MONTAGEM Como é aplicado na obra |
Assentado com argamassa | Encaixado como peças de lego |
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🔩 ESTRUTURA Como recebe a resistência |
Material sólido por si mesmo | Forma permanente para aço e concreto |
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🔥 SEGURANÇA Proteção contra fogo |
Resistência natural da cerâmica | Aditivos antichama incorporados |
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🏛️ RESULTADO FINAL Tipo de parede gerada |
Alvenaria com juntas e rejuntes | Parede monolítica de alta resistência |
Por que o Inmetro deu aval para um material que parece isopor?
O Inmetro certifica o bloco de EPS com base em critérios rigorosos de desempenho. A avaliação da conformidade verifica resistência à compressão, isolamento térmico, estanqueidade e resistência ao fogo. O material precisa cumprir a norma ABNT NBR 11752 para receber o selo.
Os blocos certificados passam por testes que incluem exposição direta a chamas por mais de 30 minutos sem colapso estrutural. O resultado surpreendeu até engenheiros céticos: a parede de EPS com concreto armado resiste a temperaturas superiores a 900°C sem perder a estabilidade.
Quanto custa o bloco de EPS em comparação ao tijolo convencional?
O custo do material em si é competitivo. O metro quadrado da parede de EPS sai por cerca de R$ 120 a R$ 180, dependendo da região. O tijolo cerâmico fica na faixa dos R$ 80 a R$ 140 o metro quadrado, mas essa comparação engana.
A economia real aparece na obra. O bloco de EPS reduz drasticamente o uso de argamassa, acelera o cronograma e praticamente elimina o desperdício. O custo final da edificação pode ficar até 25% menor do que o sistema convencional.
Como o EPS torna a obra mais rápida e sustentável?
Um operário consegue montar até 15 metros quadrados de parede de EPS por dia, contra 4 a 6 metros quadrados no sistema de tijolos. A montagem a seco dispensa o uso de água para argamassa e reduz a geração de entulho no canteiro.
O impacto ambiental também é menor. Confira as vantagens que levaram o bloco de EPS a ganhar espaço nas obras brasileiras:
- Leveza extrema: um bloco pesa cerca de 300 gramas, contra 2,5 kg do tijolo cerâmico
- Isolamento térmico: a parede pronta atinge níveis de conforto térmico superiores ao tijolo
- Montagem rápida: o sistema de encaixe elimina esperas e acelera o cronograma
- Obra limpa: redução de até 80% no entulho gerado durante a fase de paredes
- Resistência ao fogo: certificado pelo Inmetro, suporta mais de 30 minutos de chama direta
Selecionamos um conteúdo do canal Anderson Franco, que conta com mais de 3 mil inscritos e já ultrapassa 251 visualizações neste vídeo, apresentando o uso do Poliestireno Expandido na construção civil como alternativa aos métodos tradicionais. O material destaca características do material, aplicações em sistemas construtivos, vantagens como isolamento térmico e redução de custos, alinhado ao tema tratado acima:
Onde o bloco de EPS pode ser usado na construção?
O sistema é versátil. Ele funciona bem em casas térreas, sobrados, edifícios de múltiplos andares e até em galpões industriais. A parede de EPS aceita qualquer tipo de acabamento, como reboco, pintura, textura, cerâmica e pedras.
O limite de altura depende do projeto estrutural, mas edifícios de até 8 pavimentos já foram construídos com o sistema no Brasil. As construtoras de médio porte estão entre as que mais adotam o material, especialmente em programas habitacionais que exigem rapidez e controle de custos.
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Quais as desvantagens do EPS em relação ao tijolo tradicional?
O bloco de EPS não é imbatível. Ele exige mão de obra treinada no sistema de montagem e concretagem, e o erro na hora de preencher os vazios com concreto pode comprometer a estrutura. A dependência de um único fornecedor do bloco certificado também preocupa construtoras em regiões mais afastadas.
Outra limitação é a cultura de obra. Muitos profissionais da construção ainda olham com desconfiança para um material que parece frágil, mesmo que os testes de laboratório digam o contrário. A desinformação é o principal concorrente do EPS no canteiro, e vencê-la exige mais tempo do que erguer uma parede.
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