Haddad enfim defende Banco Central no caso Master
Para o ministro, episódio pode representar a "maior fraude bancária da história" do país
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (foto), finalmente saiu em defesa da atuação do Banco Central (BC) na liquidação do Banco Master.
Segundo Haddad, o caso pode representar a “maior fraude bancária” da história do país.
“O caso inspira muito cuidado, podemos estar diante da maior fraude bancária do país. Temos que tomar todas cautelas devidas, com as formalidades, garantindo todo espaço para a defesa se explicar, mas ao mesmo tempo sendo bastante firmes em relação àquilo que tem de ser defendido pelo interesse público”, afirmou.
Em entrevista a jornalistas, o ministro afirmou que conversa “quase que diariamente” com Gabriel Galípolo, presidente do BC, e também com o presidente do Tribunal de Contas da União, Vital do Rêgo.
“Tenho falado com o presidente do BC quase que diariamente, dando todo respaldo institucional da Fazenda. Penso que temos feito um trabalho conjunto muito importante, porque envolve a Fazenda também, o caso Reag [fundos envolvidos com a operação Carbono Oculto]. Tem uma conexão que está sendo apurada entre os dois casos”, disse.
“Falei com o presidente do TCU algumas vezes ao telefone na semana passada. Eu penso que houve uma convergência como ajudar, como fazer o melhor para o país conhecer a verdade, apurar responsabilidades, eventualmente obter ressarcimento dos prejuízos causados. Penso que as coisas vão caminhar para o lado certo”, acrescentou o ministro da Fazenda.
Inspeção na liquidação
Vital do Rêgo disse na segunda-feira, 12, que a inspeção no processo de liquidação do Banco Master traz “segurança jurídica” ao caso.
Segundo o ministro, a análise deve ser concluída em menos de um mês. Vital do Rêgo disse que há um acordo entre o TCU e o Banco Central (BC) para a realização da inspeção e para o exame da documentação relacionada ao processo.
A expectativa é que o plenário do TCU vote, em 21 de janeiro, a proposta de inspeção sobre a decisão do BC envolvendo o Banco Master.
Ainda na segunda-feira, Vital do Rêgo, o ministro Jhonatan de Jesus, relator do caso, e outros integrantes do TCU se reuniram com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, na sede da autarquia.
Segundo o presidente do TCU, o objetivo do encontro foi buscar uma forma de conciliar o poder de fiscalização do tribunal com a autonomia do Banco Central, que havia questionado a possibilidade de uma inspeção técnica do TCU em suas dependências.
Em entrevista à GloboNews, Vital do Rêgo negou que a atuação do TCU no processo de liquidação do Banco Master tenha sido um erro e afirmou que não haverá reversão da decisão tomada pelo Banco Central.
“O que nós veremos é que o Banco Central teve toda a razão em liquidar o Banco Master, como faz qualquer agência reguladora”, afirmou o ministro.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)