Guerra EUA-Irã pressiona petróleo e mexe com bolsas nesta segunda
Selic, Focus e balança comercial: veja a agenda que mexe com o mercado brasileiro nesta segunda-feira, em meio à crise no Golfo Pérsico
Os mercados internacionais abriram esta segunda-feira (13) sob forte tensão, depois que Estados Unidos e Irã trocaram ataques aéreos durante o fim de semana.
Donald Trump ordenou bombardeios contra alvos iranianos no sábado, em resposta a uma ofensiva de Teerã contra um navio comercial na região do Golfo. O Irã revidou, atingindo instalações americanas em países como Jordânia e Catar, e anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz, rota por onde passa parte importante do petróleo mundial, embora Trump tenha contestado a informação no domingo.
Na madrugada, novos ataques atingiram a ilha iraniana de Qeshm, sem vítimas registradas. A ONU já demonstrou preocupação com a escalada.
O clima de aversão a risco derrubou as bolsas asiáticas, com destaque negativo para a Coreia do Sul, puxada pelo tombo de mais de 15% da fabricante de chips SK Hynix, além de perdas em Tóquio e Xangai.
Na Europa, os principais índices operam com leves ganhos, enquanto os índices futuros de Nova York seguem sem direção clara, com Nasdaq em queda e Dow Jones em leve alta.
Investidores também monitoram a temporada de balanços, que ganha força amanhã com Goldman Sachs e JPMorgan, além de falas de dirigentes do Federal Reserve, em meio a apostas de novo aumento de juros.
O mercado de petróleo é o principal termômetro dessa crise: o WTI sobe 1,88%, a 72,75 dólares o barril, e o Brent avança 1,87%, a 77,41 dólares. Já o bitcoin opera no negativo, recuando 1,3%, cotado perto de 63 mil dólares, enquanto o ouro cede 0,79%, a 4.080,75 dólares a onça-troy. O minério de ferro fechou em queda de 0,47% em Dalian, na China, cotado a 109,85 dólares a tonelada.
No Brasil, o cenário é de maior otimismo. Na última sexta-feira, o Ibovespa disparou 2,97%, encerrando aos 177.866 pontos, maior patamar desde maio, impulsionado por dados de inflação que reforçam as apostas de corte da Selic na próxima reunião do Copom em agosto.
O dólar recuou a 5,1084 reais. Nesta segunda-feira, o mercado local aguarda a divulgação do Boletim Focus pela manhã, o primeiro após o IPCA abaixo do esperado, e a balança comercial semanal à tarde.
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