Grupo Casas Bahia entra com pedido de recuperação judicial
A varejista informou ter 17,3 bilhões de reais em dívidas
O Grupo Casas Bahia entrou no domingo, 16, com um pedido de recuperação judicial na 2° Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, informando na ação 17,3 bilhões de reais em dívidas.
Do valor, cerca de 16,4 bilhões de reais são referentes à classe 3, de credores quirografários (sem garantias). Outros 754 milhões de reais são relativos aos credores trabalhistas, enquanto 154 milhões de reais envolvem microempresas (ME) ou empresas de pequeno porte (EPP).
A varejista conta com pouco mais de 19,4 mil credores quirografários.
Reestruturação financeira
Em fato relevante divulgado ao mercado, a Casas Bahia afirmou que a decisão contou com o aval do Conselho de Administração e do acionista controlador do grupo.
O processo também inclui subsidiárias do grupo, como Cnova, Bartira e Casas Bahia Tecnologia.
“Ajuizamento do pedido de recuperação judicial mostra-se necessário e configura mais um passo na direção da reestruturação financeira da Companhia”, disse a empresa no comunicado.
Enquanto conduz a reestruturação, a companhia continuará operando em todos os seus canais de venda, buscando preservar os atuais níveis de serviço.
O plano envolve uma revisão da estrutura operacional, com foco em negócios mais rentáveis e de maior margem.
O grupo também buscará fazer o alongamento das dívidas financeiras e operacionais.
O objetivo, segundo o fato relevante, é encontrar uma solução definitiva para os problemas de estrutura de capital.
Com a recuperação judicial, a Casas Bahia também visa garantir a continuidade dos negócios no longo prazo.
O prejuízo da Casas Bahia
A Casas Bahia comunicou, no domingo, 16, um prejuízo 10,1 bilhões de reais no segundo trimestre.
O prejuízo ajustado ficou em 978 milhões de reais, alta de 76,2% em um ano.
A varejista também citou o fechamento de 298 lojas e a redução de seu quadro de funcionários.
“Diante de um ambiente macroeconômico e de crédito mais desafiador, a companhia avança para a fase 2 do plano de transformação, redimensionando sua operação, impactando o resultado líquido através de efeitos contábeis não recorrentes em R$9,1 bilhões, sem efeito caixa no trimestre”, afirmou.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)