Galípolo comenta decisão do BC sobre taxa de juros
"Agora o momento é de pensar como vamos reagir, e não o que vamos fazer", disse o presidente da autarquia
O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, afirmou nesta segunda-feira, 19, que compreende a decisão da autoridade monetária em manter a taxa de juros, Selic, “em um patamar restritivo por mais tempo”.
“Agora o momento é de pensar como vamos reagir, e não o que vamos fazer”, afirmou.
Segundo Galípolo, o BC aguardará novos dados sobre a atividade econômica do país para deliberar sobre os juros nas próximas reuniões do Copom (Comitê de Política Monetária).
“Estamos vendo o desemprego mais baixo da série histórica, o nível de renda mais alto da série histórica, há uma série de dados demonstrando uma economia de dinamismo alto, apesar de estar convivendo com taxas de juros que seriam entendidas como muito restritivas em qualquer outra economia”, disse.
Selic a 14,25%
Em 7 de maio, o BC elevou a Selic de 14,25% para 14,75% ao ano.
Por unanimidade, o Copom (Comitê de Política Monetária) decidiu subir a taxa em 0,5 ponto percentual, o que já havia sido projetado pelo colegiado.
”O ambiente externo mostra-se adverso e particularmente incerto em função da conjuntura e da política econômica nos Estados Unidos, principalmente acerca de sua política comercial e de seus efeitos. A política comercial alimenta incertezas sobre a economia global, notadamente acerca da magnitude da desaceleração econômica e sobre o efeito heterogêneo no cenário inflacionário entre os países, com repercussões relevantes sobre a condução da política monetária.
Além disso, o comportamento e a volatilidade de diferentes classes de ativos também têm sido afetados, com fortes reflexos nas condições financeiras globais. Tal cenário segue exigindo cautela por parte de países emergentes em ambiente de maior tensão geopolítica“, diz trecho do comunicado oficial.
Desde setembro de 2024, já foram seis aumentos consecutivos da taxa Selic, que passou de 10,5% ao ano para 14,75%.
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