Fórmula 1: bilionário dono de equipe compra tradicional time de futebol brasileiro
A operação ocorreu por meio de um grupo global do esporte, mas a cronologia mostra que a negociação antecedeu a herança do atual acionista.
O bilionário ligado à Fórmula 1 citado no título é Mark Mateschitz, atual acionista de 49% da Red Bull. A empresa entrou no futebol brasileiro em 2019 por meio do Bragantino, mas a negociação ocorreu três anos antes de ele herdar a participação do pai.
Quem é o bilionário ligado à Fórmula 1 citado no título?
O nome é Mark Mateschitz, herdeiro austríaco que recebeu a participação de 49% mantida por seu pai na Red Bull. A ligação com a Fórmula 1 vem do controle exercido pela empresa sobre a equipe Red Bull Racing.
Mark passou a concentrar-se na função de acionista após a morte de Dietrich Mateschitz, em outubro de 2022. Ele não era o proprietário dessa participação quando a Red Bull iniciou sua operação com o clube brasileiro, ocorrida em março de 2019.

Qual time brasileiro entrou no grupo Red Bull?
O clube foi o Clube Atlético Bragantino, de Bragança Paulista, fundado em 1928. A equipe já havia conquistado a Série B de 1989, o Campeonato Paulista de 1990 e o vice-campeonato brasileiro de 1991 antes da chegada da empresa austríaca.
A partir do acordo, o projeto passou a ser identificado como Red Bull Bragantino. O nome uniu a marca global à história do Massa Bruta, mantendo o clube em sua cidade de origem e integrando-o ao modelo esportivo usado pela companhia.
A compra foi feita pessoalmente por Mark Mateschitz?
Não. A forma mais precisa de descrever o episódio é dizer que a Red Bull fechou uma parceria com o Bragantino em 2019 e assumiu a condução do projeto esportivo. Naquele momento, Dietrich Mateschitz ainda era o acionista austríaco da companhia.
Mark só herdou a participação de 49% em 2022. Portanto, o título usa sua ligação atual com o grupo, mas a cronologia separa a entrada da Red Bull no clube e a transferência posterior das ações.
Os pontos centrais da relação ficam organizados abaixo:
O que mudou no Bragantino depois do acordo de 2019?
A Red Bull ampliou investimentos em elenco, categorias de base, análise de desempenho e estrutura profissional. No mesmo ano da parceria, o Bragantino conquistou a Série B de 2019 e garantiu o retorno à primeira divisão do Campeonato Brasileiro.
Nos anos seguintes, o clube disputou a final da Copa Sul-Americana de 2021 e a fase de grupos da Libertadores em 2022. Os resultados ampliaram a presença internacional do projeto, embora o desempenho continue sujeito a ciclos e decisões de gestão.
As mudanças mais visíveis incluíram:
Como a Fórmula 1 se conecta à operação no futebol?
A conexão ocorre pela Red Bull, empresa com presença esportiva além do mercado de bebidas. O grupo mantém projetos no automobilismo e no futebol, usando estruturas próprias para desenvolver atletas, equipes e marcas em diferentes países.
Isso não significa que a equipe de Fórmula 1 tenha comprado diretamente o clube. Red Bull Racing e Red Bull Bragantino pertencem ao mesmo ecossistema empresarial, mas funcionam como operações esportivas distintas, com dirigentes, competições, regulamentos e objetivos específicos.
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O que precisa ser entendido sobre a negociação?
O histórico publicado pela própria Red Bull registra que a empresa fechou parceria com o Bragantino em março de 2019. A informação sustenta a entrada corporativa no clube, mas não uma compra pessoal assinada por Mark Mateschitz.
Assim, o fato central permanece: um grupo bilionário ligado à Fórmula 1 assumiu o projeto de um clube tradicional brasileiro. A ressalva é temporal, porque o atual herdeiro recebeu sua participação três anos depois do acordo.
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