FMI reduz projeções de crescimento para o Brasil e o mundo
Conforme as estimativas divulgadas no relatório Perspectiva Econômica Global, a economia brasileira crescerá 2% em 2025 e 2026
O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu nesta terça-feira, 22, as projeções de crescimento econômico do Brasil e do mundo 2025 e 2026.
Conforme as estimativas divulgadas no relatório Perspectiva Econômica Global, a economia brasileira crescerá 2% em cada ano.
Nas estimativas divulgadas em janeiro, a projeção era de 2,2% de crescimento para os dois anos.
As projeções do governo
O Ministério da Fazenda, chefiado por Fernando Haddad, projetou em março que o Brasil crescerá 2,3% em 2025 e 2,5% em 2026.
O Banco Central, por sua vez, espera que a economia brasileira cresça 1,9% este ano.
Economia global
Para a economia mundial, o FMI passou a prever avanços de 2,8% em 2025 e de 3,0% em 2026.
Em janeiro, as projeções eram de alta de 3,3%.
Mesmo assim, o ritmo de crescimento ficaria abaixo da média histórica de 3,7% ao ano, registrada entre 2000 e 2019.
Guerra tarifária
A redução das perspectivas do FMI para o crescimento global levou em consideração a guerra tarifária iniciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
“No entanto, grandes mudanças políticas estão redefinindo o sistema comercial global e gerando incerteza que está, mais uma vez, testando a resiliência da economia global. Desde fevereiro, os Estados Unidos anunciaram várias ondas de tarifas contra parceiros comerciais, algumas das quais invocaram contramedidas. Os mercados inicialmente aceitaram os anúncios com naturalidade, até a aplicação quase universal de tarifas pelos Estados Unidos em 2 de abril, que desencadeou quedas históricas nos principais índices de ações e picos nos rendimentos dos títulos, seguidos por uma recuperação parcial após a pausa e por novas exclusões anunciadas a partir de 9 de abril. Apesar das correções significativas do mercado de ações no início de março e abril, os índices preço/lucro nos Estados Unidos permanecem em níveis elevados no contexto histórico, levantando preocupações sobre o potencial de novas correções desordenadas”, diz o fundo.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)