FMI não vê equilíbrio fiscal no Brasil antes de 2027

16.04.2026

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FMI não vê equilíbrio fiscal no Brasil antes de 2027

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Redação O Antagonista
3 minutos de leitura 23.10.2024 12:28 comentários
Economia

FMI não vê equilíbrio fiscal no Brasil antes de 2027

Apesar de uma ligeira melhora para o déficit de 2024, o fundo projeta resultados negativos de 0,7% e 0,6% para 2025 e 2026, respectivamente

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FMI não vê equilíbrio fiscal no Brasil antes de 2027
Fonte: Reprodução / Redes Sociais

O Fundo Monetário Internacional (FMI) piorou, em relatório divulgado nesta quarta-feira, 23, suas projeções para o déficit primário e para a trajetória da dívida pública brasileira nos próximos anos.

Apesar de uma ligeira melhora para o déficit de 2024, que saiu de 0,6% para 0,5% do PIB (Produto Interno Bruto), o fundo adiou a previsão de equilíbrio das contas do governo para 2027.

Para 2025 e 2026, o FMI projeta resultados negativos de 0,7% e 0,6%, respectivamente.

Dívida pública

A projeção do FMI para a dívida bruta brasileira também foi piorada. De acordo com o fundo, a dívida brasileira será de 87,6% do PIB em 2024 e de 92% em 2025.

Antes, a instituição esperava que a dívida fosse de 86,7% e 87,6%, respectivamente.

O relatório prevê uma trajetória crescente até 2029, quando a dívida bruta do Brasil atingirá 97,6% do PIB se os gastos continuarem no ritmo em que estão.

“Países onde se espera que a dívida cresça mais rapidamente do que no período pré-pandemia incluem não apenas a China e os Estados Unidos, mas também outros grandes países como Brasil, França, Itália, África do Sul e Reino Unido”, diz o relatório

“Em contraste, para a maioria dos países, esse não é o caso. Mas a mensagem de dívida alta e crescente mascara considerável diversidade. Vivemos em um mundo de contrastes. Se simplesmente tirarmos a China e os Estados Unidos, a relação dívida pública global/PIB seria cerca de 20 pontos percentuais menor”, continua.

Aperto fiscal

Para o FMI, os planos atuais de ajuste fiscal estão “muito aquém do que é necessário” para garantir que a dívida seja estabilizada ou reduzida.

“Agora é um momento oportuno para reconstruir amortecedores. Com a inflação moderando e os bancos centrais devendo flexibilizar a política monetária, as economias estão melhor posicionadas para absorver o efeito econômico do aperto fiscal.

Além disso, atrasar é custoso: em países onde a dívida está projetada para aumentar ainda mais — como Brasil, França, Itália, África do Sul, Reino Unido e Estados Unidos — atrasar a ação tornará o ajuste necessário ainda maior. Esperar é arriscado: experiências de países mostram que dívidas altas podem desencadear reações adversas do mercado e restringir o espaço para manobras orçamentárias diante de choques negativos.”

Projeção de crescimento do FMI

Em outro relatório, divulgado na terça-feira, 22, o FMI revisou para cima a previsão de crescimento para o Brasil.

A expectativa é de um crescimento de 3% em 2024 e de 2,2% em 2025.

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