Endividamento das famílias bate novo recorde em abril
Pesquisa da CNC aponta alta das dívidas e avanço da inadimplência
Os brasileiros ficaram mais endividados em abril, segundo pesquisa divulgada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A parcela de famílias com dívidas subiu de 80,4% em março para 80,9%, o maior patamar já registrado pela série histórica.
O levantamento considera dívidas como cartão de crédito, cheque especial, empréstimos, carnês, financiamentos de veículos e imóveis. Em relação a abril de 2025, o índice avançou 3,3 pontos percentuais.
O aumento ocorreu em todas as faixas de renda. Entre as famílias que recebem até três salários mínimos, o percentual de endividados chegou a 83,6%. Já entre os que ganham mais de dez salários mínimos, a taxa atingiu 70,8%.
Inadimplência também sobe
A pesquisa mostrou ainda alta da inadimplência. A proporção de famílias com contas em atraso passou de 29,1% para 29,7% em abril, maior nível desde novembro do ano passado.
Segundo a CNC, 12,3% das famílias afirmaram não ter condições de quitar as dívidas atrasadas. Entre os inadimplentes, quase metade relatou débitos vencidos há mais de 90 dias.
Apesar da piora nos indicadores, a entidade avaliou que não houve deterioração expressiva da capacidade de pagamento das famílias.
“Embora o endividamento mantenha trajetória de avanço, esse movimento não tem sido acompanhado por deterioração expressiva da inadimplência”, afirmou a CNC.
Desenrola 2.0
O governo Lula lançou na última segunda-feira, 4, uma nova fase do programa Desenrola Brasil para reduzir o endividamento das famílias e facilitar o acesso ao crédito.
A iniciativa permite renegociar dívidas contraídas até janeiro de 2026 que estejam atrasadas há pelo menos 90 dias.
O programa oferece descontos de até 90%, juros de 1,99% ao mês e parcelamento em até 48 vezes para pessoas com renda de até cinco salários mínimos.
A medida, apresentada pelo ministro do Trabalho, Luiz Marinho, deve gerar um impacto de R$ 4,5 bilhões nos cofres do fundo nos primeiros três meses de vigência, com teto máximo estimado em R$ 8 bilhões.
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Comentários (1)
Otreblig50
09.05.2026 10:39" O levantamento considera dívidas como cartão de crédito, cheque especial, empréstimos, carnês, financiamentos de veículos e imóveis. Em relação a abril de 2025, o índice avançou 3,3 pontos percentuais." Só não falam das BETS, que estão REBAIXANDO AS VENDAS DE SUPER-MERCADOS, COMÉRCIO E SERVIÇOS EM GERAL, NÉ ??? Porquê não falam nas BETS ??? Das sanguessugas que colocaram dentro das casas de pobres, de viciados e desesperados ???