Empresa exige que funcionário atenda clientes via WhatsApp no próprio celular pessoal durante o expediente, Justiça condena a companhia a pagar ajuda de custo
Justiça condena empresa que exige uso de celular pessoal no trabalho
O uso de celular pessoal no trabalho virou motivo de processo no fórum e garantiu dinheiro no bolso de quem cobrou os direitos. A Justiça obrigou o patrão a pagar ajuda de custo porque a lei proíbe jogar nas costas do funcionário os gastos da firma.
O que diz a legislação brasileira sobre essa cobrança?
A regra do jogo no mercado é bem transparente desde a criação da Consolidação das Leis do Trabalho no país. O patrão responde pelos custos do negócio e precisa dar o equipamento corporativo ou reembolsar a conta.
Quando a chefia força a barra para você colocar o seu chip e gastar sua bateria no dia a dia, ela comete uma falha séria. O juiz entende que o plano de dados e o desgaste do aparelho saem do seu bolso sem necessidade.

Quais custos o patrão precisa reembolsar de verdade?
Abaixo estão os gastos normais envolvidos na rotina de atendimento que entram na conta da indenização.
- Plano de internet e dados consumidos para conversar com os clientes no aplicativo;
- Desgaste da bateria e da vida útil do telefone pelo uso constante na loja;
- Energia elétrica gasta ao carregar o aparelho várias vezes durante o expediente;
- Depreciação do equipamento por causa das quedas ou do uso pesado no serviço.
Como fica a comparação entre as opções do mercado?
Veja a diferença entre ter o equipamento certo ou arcar com os custos do próprio bolso.
Como agir se a chefia exigir o uso do seu aparelho?
Guarde as mensagens de texto, os prints das conversas e os e-mails onde o chefe manda você atender o público no seu número. A conta do plano de telefone e os comprovantes de recarga servem como prova valiosa no processo.
Tendo esses documentos guardados, você consegue conversar com um advogado da sua confiança para pedir o ressarcimento dos valores. A Justiça do Trabalho reconhece o direito do empregado e determina o pagamento retroativo dos meses trabalhados.
Quais são os cuidados para não cair nessa armadilha?
Evite fechar acordos de boca com a gerência sem nenhum papel assinado para garantir a sua segurança financeira. Tudo o que envolve uso de ferramentas próprias no serviço precisa estar anotado no contrato individual desde o primeiro dia.
Ficar de olho na legislação protege o seu salário e evita dor de cabeça no fim do mês. Se a firma precisa do atendimento no aplicativo para faturar, o custo do equipamento pertence 100% ao caixa da empresa.
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