Correios adiam divulgação do plano de reestruturação
Segundo a empresa, a mudança no cronograma ocorreu por causa de ajustes de agenda; evento estava programa para esta segunda, 22
Com um rombo bilionário nas contas, os Correios (foto) adiaram a coletiva de imprensa que estava programada para ocorrer na tarde desta segunda-feira, 22, com a finalidade de apresentar medidas prioritárias do Plano de Reestruturação 2025-2027. Segundo a empresa, a mudança no cronograma ocorreu por causa de ajustes de agenda.
Na última quinta-feira, 18, o Tesouro Nacional aprovou a concessão de garantia da União ao empréstimo de R$ 12 bilhões aos Correios, depois de avalizar os termos da operação. De acordo com o Tesouro, a proposta de empréstimo “atendeu aos requisitos para análise de capacidade de pagamento para empresas estatais com plano de reequilíbrio aprovado pelas instâncias competentes”. A nota acrescenta que“as minutas contratuais serão negociadas entre as partes envolvidas, sob supervisão da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional e do Tesouro Nacional.”
Porém, de acordo com reportagem do jornal Valor Econômico, fontes da estatal afirmam nos bastidores que o empréstimo ainda não foi formalmente assinado e, com isso, a empresa decidiu adiar a divulgação do plano. Até o momento, não houve anúncio de uma nova data para o detalhamento do plano.
Socorro financeiro
Com 13 trimestres consecutivos de prejuízo, os Correios tentavam conseguir um empréstimo de 20 bilhões de reais com um consórcio formado por bancos públicos e privados para quitar dívidas urgentes.
Os custos elevados da operação, no entanto, levaram à suspensão da negociação.
A oferta apresentada previa juros próximos a 136% do CDI, acima do parâmetro normalmente observado para operações com garantia da União, considerado de até 120%.
A estatal foi informada que o Tesouro Nacional não aceitaria garantir o financiamento caso a taxa de juros ultrapassasse 120% do CDI.
Pressionado a socorrer os Correios, o governo Lula acionou a Caixa Econômica Federal para liberar um empréstimo para a estatal ainda este ano.
Havia a possibilidade de um aporte com recursos do Tesouro Nacional ainda em 2025, mas ela foi descartada.
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