Contas externas têm déficit de US$ 68,8 bilhões em 2025

26.01.2026

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O Antagonista

Contas externas têm déficit de US$ 68,8 bilhões em 2025, pior resultado em 11 anos

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Guilherme Resck
4 minutos de leitura 26.01.2026 11:12 comentários
Economia

Contas externas têm déficit de US$ 68,8 bilhões em 2025, pior resultado em 11 anos

O déficit significa que o Brasil enviou mais dinheiro para o exterior do que recebeu e pode causar desvalorização do real

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Guilherme Resck
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Contas externas têm déficit de US$ 68,8 bilhões em 2025, pior resultado em 11 anos
banco central. Créditos: depositphotos.com / diegograndi

As contas externas do Brasil apresentaram déficit de 68,8 bilhões de dólares em 2025 (3,02% do PIB), segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira, 26. Foi o pior resultado desde 2014, quando o déficit ficou em 110,5 bilhões de dólares.

As contas externas (transações correntes) consistem no fluxo de entrada e saída de dólares do Brasil em suas relações com o resto do mundo. O saldo é calculado a partir dos resultados da balança comercial (saldo entre exportações e importações), balança de serviços (gastos com transportes, viagens, seguros, aluguel de equipamentos, propriedade intelectual e telecomunicações), renda primária (pagamentos de salários, remessa de juros, lucros e dividendos) e renda secundária (transferências entre pessoas).

Um déficit nas contas externas, como no ano passado, significa que o Brasil enviou mais dinheiro para o exterior do que recebeu. Isso pode provocar uma desvalorização do real e fazer com o que o governo tenha que se endividar mais em moeda estrangeira.

Em 2024, havia ocorrido um déficit de 66,2 bilhões de dólares (3,03% do PIB). O aumento de 2,6 bilhões de dólares no déficit em 2025 foi decorrente da redução de 5,9 bilhões de dólares no superávit da balança comercial, parcialmente compensado pela redução no déficit de serviços, 2,2 bilhões de dólares, e pelo aumento no superávit de renda secundária, 1 bilhão de dólares. Já o déficit em renda primária continuou no patamar observado no ano retrasado.

Ainda de acordo com o relatório do BC, em dezembro de 2025, as transações correntes do balanço de pagamentos foram deficitárias em 3,4 bilhões de dólares, ante déficit de 10,2 bilhões de dólares no mesmo mês do ano anterior.

Segundo a autoridade monetária, nessa comparação interanual, a diminuição no déficit em transações correntes decorreu principalmente do aumento no superávit comercial de bens, 4,7 bilhões de dólares, e déficits menores em serviços, 1,2 bilhão de dólares, e em renda primária, 851 milhões de dólares. O superávit da renda secundária subiu 176 milhões de dólares.

Investimentos diretos no país

O relatório do BC mostra ainda que, no ano passado, os investimentos diretos no país (IDP) totalizaram 77,7 bilhões de dólares (3,41% do PIB), ante 74,1 bilhões de dólares (3,39% do PIB) em 2024, um aumento de 4,8%.

“O ingresso líquido em participação no capital somou US$62,4 bilhões, redução de 3,5%, com recuo de 21,3% em reinvestimentos e aumento de 14,2% em ingressos investimentos exceto lucros reinvestidos. O ingresso líquido em operações intercompanhia somou 15,3 bilhões de dólares em 2025, superando o resultado de 2024 em 5,8 bilhões de dólares”, acrescenta a autoridade monetária.

Reservas internacionais

Em relação às reservas internacionais, o relatório mostra que elas somaram 358,2 bilhões de dólares em dezembro de 2025, uma redução de 2,3 bilhões de dólares frente ao resultado do mês anterior. “Contribuíram para reduzir o estoque de reservas a concessão de linhas com recompra, US$4,5 bilhões, e as variações por preços, US$626 milhões. As variações por paridades, US$1,6 bilhão, e as receitas de juros, US$811 milhões, contribuíram para elevação do estoque”, diz o BC.

O estoque de reservas do último mês, porém, aumentou 28,5 bilhões de dólares em comparação a dezembro de 2024. “Destacaram-se as contribuições positivas de variações por paridades, US$12,9 bilhões, receita de juros, 8,9 bilhões de dólares, e variações por preço, 6,8 bilhões de dólares”, pontua a autoridade monetária.

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