China: “Tarifas não devem ser instrumento de coerção”
"A igualdade soberana e a não interferência nos assuntos internos são princípios importantes da Carta da ONU", afirmou o Ministério das Relações Exteriores chinês
Diante do ‘tarifaço’ de 50% imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Brasil, o Ministério de Relações Exteriores da China afirmou nesta sexta-feira, 11, que as tarifas não devem ser utilizadas como “instrumento de coerção, intimidação ou interferência” pela Casa Branca.
“A igualdade soberana e a não interferência nos assuntos internos são princípios importantes da Carta da ONU e normas básicas nas relações internacionais. As tarifas não devem ser um instrumento de coerção, intimidação ou interferência”, disse a porta-voz da pasta, Mao Ning, ao ser questionada sobre o assunto em coletiva de imprensa.
Principal alvo das tarifas de Trump, a China chegou a um acordo comercial com os EUA em junho após uma escalada tarifária, que havia levado os impostos sobre produtos americanos a 125% e os sobre produtos chineses a 145%.
Trump não negociará as tarifas com Lula?
Donald Trump disse nesta sexta que não conversará com o presidente Lula (PT) neste momento sobre a decisão do governo americano de impor tarifas extras de 50% sobre os produtos brasileiros.
“Talvez em algum momento eu converse, mas não agora”, afirmou Trump, ao ser questionado pela correspondente da TV Globo em Washington se conversaria com Lula sobre as tarifas.
O presidente americano disse ainda que o Brasil está tratando o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) “de forma muito injusta” e elogiou o político do PL: “Eu o conheço bem, já negociei com ele e ele é um bom negociador. Posso te falar que ele é um homem muito honesto e ama o povo brasileiro. Era um cara muito difícil de negociar. Eu não deveria gostar dele porque ele era muito duro nas negociações, mas ele também era muito honesto. E eu sei reconhecer quem é honesto e quem é desonesto”.
O anúncio da decisão de impor as tarifas de 50% foi feito por Trump na quarta-feira, 9, em uma carta enviada a Lula. No documento, ele disse que a medida se deve em parte “aos ataques insidiosos do Brasil contra eleições livres e à violação fundamental da liberdade de expressão dos americanos”.
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Comentários (1)
Fabio B
11.07.2025 15:36Há não muito tempo atrás, a coerção era por bomba.