Banco Central rejeita compra do Banco Master pelo BRB
BRB diz que “apresentou solicitação de acesso à íntegra da decisão" para "avaliar seus fundamentos e examinar as alternativas cabíveis”
O Banco Central rejeitou a compra do Banco Master pelo estatal Banco de Brasília (BRB).
Em fato relevante, o BRB informou que “apresentou solicitação de acesso à íntegra da decisão, com o objetivo de avaliar seus fundamentos e examinar as alternativas cabíveis”.
“O BRB – Banco de Brasília S.A. (“BRB”; B3: BSLI3 e BSLI4) comunica aos seus acionistas e ao mercado em geral que foi informado pelo Banco Central (“Bacen”) sobre o indeferimento do requerimento protocolado em 28 de março de 2025, referente à aquisição de 49% das ações ordinárias e 100% das ações preferenciais do Banco Master S.A. (“Banco Master”)”, diz a mensagem, que complementa:
“O BRB reitera seu posicionamento de que a transação representa uma oportunidade estratégica com potencial de geração de valor para o BRB, seus clientes, o Distrito Federal e o Sistema Financeiro Nacional e manterá seus acionistas e o mercado informados sobre eventuais desdobramentos relevantes, nos termos da legislação e da regulamentação aplicáveis.”
Master
O Master também se manifestou, para dizer que “aguarda ter acesso à íntegra do documento para avaliar seus fundamentos e examinar as alternativas cabíveis sobre a decisão do Banco Central a respeito da negociação com o BRB”.
“O banco continua confiante na sua estratégia e na sua operação, que fizeram com que se destacasse num mercado altamente concentrado”, complementa a nota.
O Master passou quatro anos captando dinheiro de milhões de brasileiros oferecendo juros irreais e usando os valores em operações suspeitas ou extremamente arriscadas. Para agentes experientes do mercado financeiro que acompanharam o movimento desde o início, era evidente que a coisa nunca daria certo.
Mesmo assim, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e o Banco Central fizeram vista grossa. Quando a conta chegou, o banco articulou para conseguir uma solução mágica, com a ajuda de seus padrinhos políticos, e surgiu a possibilidade de compra pelo BRB.
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Articulação
O deputado federal Cláudio Cajado (PP-BA) apresentou na terça-feira, 2, um requerimento de urgência para um projeto de lei complementar que dá ao Congresso Nacional o poder de demitir o presidente e os diretores do Banco Central.
O pedido é assinado também pelos líderes do MDB, Isnaldo Bulhões (AL), do PP, Doutor Luizinho (PP-RJ), do União Brasil, Pedro Lucas Fernandes (MA), do PSB, Pedro Campos (PE), do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), e do Republicanos, Gilberto Abramo (MG).
A apresentação do requerimento fio feita no momento em que o BC analisava a operação de compra do Master pelo BRB, o que sinaliza os interesses políticos que envolvem uma questão que deveria ser apenas financeira.
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